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O misticismo de Doutor Estranho (Sem Spoilers)

Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016) / Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Jon Spaihts; Scott Derrickson / Elenco: Benedict Cumberbatch; Tilda Swinton; Chiwetel Ejiofor; Rachel McAdams; Mads Mikkelsen; Benedict Wong.

filme doutor estranho

[dropcap size=small]E[/dropcap]nfim, o Marvel Studios lança o seu último grade projeto em 2016 e, devo dizer que faz isso de forma magistral. Doutor Estranho insere não apenas o herói, mas o misticismo e um novo rumo para o MCU (vulgo Universo Cinematográfico Marvel).

O filme conta a história de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), um neurocirurgião arrogante que reside na cidade de Nova York. Stephen é realmente muito bom no que faz e se gaba disso até que sofre um acidente de carro que esmaga as suas mãos. Obcecado e ansioso por sua recuperação, ele passa por sete procedimentos diferentes para consertar as mãos que estão debilitadas o suficiente para impossibilita-lo de realizar suas funções.

Em seu desespero atrás de cura, Stephen acaba ouvindo falar do Kamar-Taj, um lugar onde se aprende sobre reestruturação através da energia espiritual. Apesar de estar bem cético em relação a isso, ele considera a ideia e parte em direção ao Kamar-Taj onde conhece a Anciã (Tilda Swinton) e seu fiel discípulo Mordo (Chiwetel Ajiofor). Lá, ele é apresentado às artes místicas e grande parte dos mistérios do universo do qual ele não fazia ideia que existiam. 

“Você é um homem que observa o mundo pelo buraco da fechadura. Passou a vida tentando alargá-lo.” 

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Por consequente, a causa se fez oportuna tanto para Strange quanto para o clã da Anciã. Mordo sugere que treinem Stephen pois ele enxerga uma força nele do qual podem usar — para ameaças futuras e para o problema atual da Anciã, o seu ex-discípulo Kaecilius (Mads Mikkelsen) que agora recorre à magia das trevas para “salvar” o mundo — na cabeça dele é isso. Stephen aprende e desenvolve rápido como discípulo — é incrível como esse filme vai direto ao ponto sem deixar de explicar os acontecimentos — e logo torna-se um mago, ou “Mestre Strange”.

O filme é uma obra inovadora da Marvel em questão de efeitos especiais; e da exploração do misticismo — o que é literalmente mágico aos olhos do telespectador e o que me obriga a dizer que esse filme tem que ser assistido em 3D para uma experiência ainda melhor. 

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Outros fatores merecem destaque, como: a fotografia, muito expressiva, por exemplo, entre o antes e depois de Stephen sofrer o acidente, há uma mudança nas cores e no clima da cidade.  O elenco, que não poderia ter se saído melhor: assistindo ao filme fica mais claro que não havia outra pessoa para interpretar o Doutor que não fosse o Benedict; o mesmo se dá para Tilda Swinton como Anciã — muito obrigado por fazer essa mudança de gênero do personagem, Marvel —; Christine Palmer, interesse romântico de Stephen — ou rolo mesmo — interpretada por Rachel McAdams uma personagem muito cativante; com Benedict Wong que interpreta Wong temos o que não pode faltar em um filme da Marvel, ou seja, humor; já Chiwetel Ejiofor, um ator que sempre faz ótimos papéis, segue a linha com o intenso Mordo e nem preciso falar do Mads Mikkelsen como o fanático Kaecilius, né? — só a realeza.

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Pra mim, Doutor Estranho foi o melhor filme que a Marvel apresentou ao público esse ano — não, não tô dizendo que Guerra Civil é ruim ou algo do tipo, pois, foi maravilhoso ver aquela galera reunida em um só filme (risos). A inserção de Strange foi muito bem elaborada apesar do ritmo acelerado em que as coisas acontecem — o que não é ruim pra mim que sou ansioso —,e, mal posso esperar pra ver o futuro Mago Supremo em Guerra Infinita lutando com os demais. Enfim, o filme não apenas vale a pena — a história de superação de Stephen é muito cativante — como prometeu e cumpriu sua proposta encerrando os lançamentos da Marvel de 2016 com chave de ouro, sem contar que ele é quase obrigatório para compreender as coisas que estão por vir.

 

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Publicitário, estudante de jornalismo e aspirante a artista. Ama passar o dia com o fone de ouvido, ir ao cinema e andar pela Doca de Souza Franco como se não houvesse amanhã. É Marvete e DCnauta pois, aproveita de tudo.

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