O livro é | Halo: Broken Circle, de John Shirley

15 de novembro de 2001 marcou a estreia do game Halo: Combat Evolved, desde então a franquia vem arregimentando uma legião de fãs cada vez maior ao redor do mundo. O primeiro game, lançado para o X-Box Original (primeiro console de jogos eletrônicos da Microsoft), foi um grande sucesso ao mostrar o super-soldado da classe Spartan conhecido como Master Chief travando uma guerra frenética contra o poderoso conglomerado de raças alienígenas auto-denominado Covenant (O Pacto).

“Parece que ainda há muita tolice por aqui. Mas, por outro lado, encontramos tolos em todas as espécies e em todos os mundos”

Halo: Broken Circle | Uma jornada às origens do pacto

Já em sua quinta sequência, mais uma boa quantidade de games spin-offs, Halo  também tem um vastíssimo universo expandido, similar até ao da franquia Star Wars. Além dos games há HQs, curtas-metragens, séries em live-action, séries animadas e livros, muitos livros.

Halo: Broken CirclePor aqui algumas dessas obras já ganharam destaque como a Trilogia dos Forerunners (veja AQUI, AQUI e AQUI). De autoria do premiado escritor Greg Bear, a trilogia mostra os últimos ciclos do poderoso império da raça Forerunners que, ao serem extintos massivamente contra a praga chamada Flood (O Dilúvio), deixaram para trás grade parte de suas tecnologias e artefatos, posteriormente transformados em objetos de adoração e culto por parte de outras raças espalhadas pela galáxia milênios após o desaparecimento dos Forerunners.

Nesse riquíssimo contexto entra em cena mais um livro para elucidar pontos cegos na história do Covenant, o conglomerado multirracial teocrático e militarizado que viaja pelo universo em busca das relíquias perdidas dos Forerunners.

Além das relíquias, o Covenant também foi ao longo de milênios  arregimentando novas raças em adoração ao legado dos Forerunners de forma sistemática na mega-cidade espacial sagrada que vaga pelo cosmos chamada de High Charity.

Sob o comando dos Profetas (raça dos San ‘Shyuum), tendo os Elites (raça dos Sangheili)  como sua ponta de lança em batalhas por onde passava (as demais raças serão detalhadas mais adiante), o Covenant foi conquistando e convertendo tudo e todas para sua visão fanática de idolatria, quem dela discordava era tratado como herege, seu mundo destruído enquanto High Chartiy vagava pelo universo procurando os anéis gigantescos conhecidos como Halos, a mais sagrada das relíquias dos Forerunners, e a mais mortal também.

Sempre ocupando lugar de destaque nas narrativas da franquia Halo, o Covenant é rico em detalhes, não só por sua inerente complexidade de conglomerado multirracial, mas sobretudo pelos grandes conflitos internos tanto de ordem ideológica quanto de ordem hierárquica.

Dentro da cadeia de comando do pacto entre suas diversas raças há aquelas que sobrepujaram e há aquelas que foram sobrepujadas. Os Profetas e os Elites travaram uma antiga guerra e o pacto nasceu como fruto desse conflito e dele para outros pontos da galáxia.

Os profetas são a mente e a alma do Covenant, os Elites são seus braços e pernas. Entre essas duas raças há uma profunda relação de remorso, rivalidades e ressentimentos, mesmo que os Elites tenham de agir com subserviência aos Profetas, não são poucos os que desejam algo mais do que os séculos de submissão ao pacto.

Essa rivalidade contida por séculos de um tratado quase unilateral em favor dos Profetas é o estopim de um novo conflito no cerne de High Chartiy e pode colocar o pacto em pedaços espalhados por todo universo…

O Circulo se quebrou…

Halo: Broken Circle é um livro que eu particularmente acredito que foi feito pensando completamente no fã de Halo. É uma obra rica que narra muitíssimo bem as facetas ocultas do Covenant que por vezes o jogador dos games não podia ver na ocasião da jogatina, já que o foco narrativo dos games Halo sempre foi o do lado dos humanos na guerra interplanetária.

Lançado em novembro de 2014 nos EUA, o livro chegou aqui no ano seguinte para ser lançado pela Rocco para a XVII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e chegou às livrarias pelo selo de entretenimento Fábrica231 (veja nossa nota de lançamento do livro AQUI)

Mesmo nas ocasiões em que as Cut-Scenes entravam em ação para enriquecer o processo narrativo dos games focando nas ações do Covenant, eles nunca foram o centro do desenvolvimento da história de Halo, por vezes chegaram a ser apenas o “exército de aliens a se abater com tiros”, o que, convenhamos, é muito comum em jogos no estilo FPS.

E nessas ocasiões você percebe como é rico e importante o recurso de um Universo Expandido que pode suprir lacunas aqui e ali de uma franquia tão vasta.

escritor John Shirley Halo: Broken Circle
John Shirley

O escritor John Shirley fez bonito em Halo:Broken Circle ao criar dois pares de focos narrativos em momentos distintos da origem do Covenant e narrou fatos, situações que cimentaram as bases do pacto que percorreu milênios até cruzar o caminho de nossa raça.

O primeiro bloco narrativo de Halo:Broken Circle foca na disputa entre a raça dos Profetas e dos Elites, guerra que, ao atingir um ponto crítico para os Elites acaba por originar o Pacto entre as duas raças que, diga-se, são extremamente opostas em termos físicos: os Elites são fortes, resistentes e belicosos enquanto os Profetas são devotos, estudiosos, cientificistas e fisicamente bem debilitados em decorrência de sua longa permanência em gravidades baixas, daí advindo o uso de suas poltronas flutuantes para locomoção; artefatos tão característicos da espécie.

Mas então como uma raça guerreira pode ser sobrepujada por uma raça mais frágil? Simples, os Profetas foram os primeiros a ter contado e a fazer uso da tecnologia Forerunners ainda em seu mundo natal, sobretudo a utilização da poderosa nave de guerra batizada de Dreadnought que ficou por milênios soterrada no planeta Janjur Qom, o planeta dos Profetas.

Gigantesca e poderosíssima, a nave foi decisiva para o domínio dos Profetas sobre os Elites e claro, do domínio dos Profetas sobre as demais raças que posteriormente vieram a integrar o pacto.

Halo: Broken Circle
O poderoso Dreadnought, decisivo na guerra entre os Elites e os Profetas, cujo resultado daria origem ao próprio Covenant

Durante esse período histórico do Covenant, Shirley detalha as duas raças em suas culturas, comportamentos e particulariza mais o modo como cada uma encara os extintos Forerunners e suas relíquias.

Os Profetas fazem amplo uso da tecnologia deixada para trás enquanto os Elites eram mais reverentes e tratavam os artefatos Forerunners com profunda admiração, acreditando que o uso indevido delas era uma heresia; outro fato que deu ampla vantagem aos Profetas no combate.

No cerne desse período histórico, cerca de 850 anos antes do início da chamada Era Comum (era que começa quando o Covenant encontra com os humanos), a narrativa de Shirley se constrói em dois focos paralelos abordando dois protagonistas, um de cada lado das raças que iniciaram o pacto. Mken ‘Scre’ah’ben é o protagonista do polo dos profetas e está incumbido de encontrar relíquias perdidas pelo cosmos. Mken é um historiador e profundo admirador dos Forerunners.

Do lado dos Elites Ussa ‘Xellus é um comandante Sangheili extremamente tático e competente e que nutre profundo desprezo pelos San ‘Shyuum. O primeiro encontro desses dois personagens é o ponta-pé inicial da história que Shirley constrói para enriquecer um período pouco detalhado da mitologia de Halo.

Anos depois Mken alcança o posto de Profeta da Convicção Interior, Ussa se torna um líder rebelde amotinado entre seu povo ao se recusar ao papel humilhante de aceitar o Pacto após a longa guerra entre as duas raças. O caminho dos dois se cruzaria novamente de muitas maneiras.

Halo: Broken Circle
Profeta da raça dos San ‘Shyuum

Mken ficou envolvido nos jogos de poder político dentro das fileiras do Covenant e do Alto Conselho, dotado de grande consciência, o profeta questionou seus líderes, seus princípios e condutas no comando das ações do Covenant. Ussa e seus refugiados partiram de Sanghelios em busca de um novo lar, já que os de sua espécie contra o Pacto eram tratados como traidores da herança dos Forerunners.

Ussa assume o posto de kaidon dos rebeldes, (algo similar a um governador provinciano) e acaba se isolando em um antigo mundo defensivo dos Forerunners há muito esquecido e oculto das rotas espaciais comuns às duas espécies; a este mundo os exilados Sangheili dão o nome de Refúgio. Mas dentro de suas próprias fileiras o comandante Sangheili também era ameaçado por aqueles que almejam o poder e o status de comandar o Refúgio que é uma imensa relíquia por si só.

Não tardou para que mais uma vez Mken e Ussa tivessem de travar combates de ordem ideológica sobre seus papéis no complexo jogo de poder entre suas raças e suas visões de vida, cultura e liderança. O mundo defensivo Forerunner foi sitiado pelo Covenant e coube ao guardião Enduring Bias a decisão final sobre o destino de todos os Sangheili sob o comando de Ussa.

A ruptura do pacto, nos destroços e o encontro com a humanidade

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A poderosa cidadela espacial do Covenant, High Charity

O segundo bloco narrativo proposto por Shirley dá um enorme salto temporal na cronologia da franquia e atinge o período conhecido como Era Comum, quando o “calendário” de Halo se uniformiza a partir do primeiro contato entre nossa raça e o Covenant no ano de 2525.

Novamente dentro desse segundo bloco narrativo, Shirley divide sua história entre dois personagens, novamente um de cada raça.

Zo Resken, Profeta da Claridade é descendente de Mken e, como seu antigo ancestral de quem estudou os relatos históricos, também questiona os métodos e posições dentro das divisões internas do Covenant. Zo é um profundo admirador e amigo dos Sangheili que ocupam posto de destaque entre a guarda de elite dos Profetas e no próprio conselho do Covenant.

Do outro foco narrativo temos Bal’Tol ‘Xellus, obviamente descendente de Ussa ‘Xellus. Bal’Tol comando a colônia que se construiu a partir dos fragmentos do mundo defensivo Forerunner há milênios atrás; as muitas partes da crosta do planeta artificial serviram de abrigo para que os “ussanianos” pudessem viver em paz sem o peso da subordinação de sua espécie ao Pacto feito por seus ancestrais milênios atrás.

Esse segundo bloco narrativo tem como engrenagem motora a conspiração interna do conselho dos Profetas para reduzir drasticamente a importância dos Elites no Covenant, pondo no lugar desses últimos os arrogantes, ferozes e selvagens Jiralhanae (chamados pelos humanos de Brutus).

Situado exatamente após o primeiro game Halo e simultaneamente ao segundo, a narrativa que envolve Zo Resken revela os “bastidores” de um dos acontecimentos mais emblemáticos da franquia que é a ruptura entre os Profetas e os Elites pelo ponto de vista dos próprios membros do Covenant (nos games temos apenas a perspectiva mais geral e com mais foco dos humanos).

Enquanto os “ussanianos” estão a todo custo tentando salvar sua colônia dos inúmeros colapsos decorrentes da tecnologia obsoleta, escassez de alimentos e uma doença sanguínea decorrente da baixa variação genética, as raças habitantes de High Charity estão mergulhados numa guerra civil que fragmentou o Covenant exatamente no ápice da guerra contra os humanos.

A traição do Alto Conselho contra os Elites fragilizou a organização das frentes de combate e Zo Resken aproveita as brechas e oportunidades e parte em busca dos fragmentos do antigo mundo defensivo Forerunner que seu antepassado viu se despedaçar há muitos séculos.

Mais uma vez os caminhos do Covenant se cruzam com as histórias pessoais de um Sangheili e um San ‘Shyuum e Shirley constrói seu segundo bloco narrativo, assim como o primeiro, na constante tenção do destino do coletivo visto pelos olhos do indivíduo.

Um dos grandes pontos positivos da obra é justamente trazer aspectos mais “humanos” para as raças alienígenas presentas na franquia Halo. Humanos no sentido de comportamentos que podemos compreender e traçar paralelos, revelando que nas fileiras do Covenant, ganância, perfídia e manobras políticas foram alguns dos fatores que fragilizaram o poderoso Pacto tanto quanto os combates bélicos.

Halo: Broken Circle
Master Chief e o Árbitro em cena do game Halo 2, o fato é mencionado na narrativa de Shirley

Em Halo:Broken Circle o autor faz um excelente trabalho de “humanização” das duas espécies, dando-lhes espaço para suas ânsias, motivações e perspectivas sobre os Forerunners, seus próprios aliados, culturas, mundos e do futuro do Covenant.

Talvez o leitor não–iniciado no universo de Halo pouco se interesse pela obra ou sequer consiga criar empatia com as situações ali expostas, Shirley quase nunca detalha muitos aspectos visuais dos personagens no decorrer de sua trama de forma pormenorizada, deixando a cargo dos visuais dos mesmo nos games predominarem na mente do leitor.

Quem não conhece um Profeta, um Elite ou qualquer das outras raças da franquia muito provavelmente achará que falta algo ali nas descrições que aprofundariam as “imagens” que criamos na hora da leitura. Halo:Broken Circle é, ao menos a meu ver, uma das obras do Universo Expandido de Halo mais focada no fã do que as outras que li, mas independente disso é uma obra de fôlego, qualidade e ótima estrutura narrativa.

Inventivo e ótimo narrador, Shirley cumpre a contento a missão de explorar a história do Covenant pela ótica de suas duas raças fundadores em um bloco e no seguinte mostra os desdobramentos de ações internas da hierarquia do pacto em seus jogos de poder.

Ao dialogar sua obra de universo expandido com acontecimentos diretamente dentro dos games, o autor enriquece tanto sua obra quanto o universo principal de Halo. Para o fã de Halo, assim como eu, é uma excelente leitura. Para os não iniciados, acho que pode soa estranho em alguns pontos como citei acima.

Ao expor em Halo:Broken Circle as fissuras no Covenant, o autor também enriqueceu bastante a importância tanto dos Profetas quanto dos Elites, dando aos dois povos contornos bem nítidos de defeitos e qualidades, bem como personalidades e aspectos culturais e sociais particularizados, tornando assim ambos os grupos mais complexos e elaborados do que na narrativa dos games que, em sua quase totalidade, mostra as espécies do Covenant de maneira unilateral pela perspectiva dos humanos.

Halo: Broken Circle | As espécies do Covenant

Em Halo: Broken Circle obviamente as três principais raças do Covenant tem seu espaço e impacto narrativo: os Profetas, os Elites e os Brutos são os pilares da formação do conglomerado. No entanto as demais raças a compor a aliança são inprescindíveis para a manutenção da estrutura do Covenant.

Sem esquecer, é calro, que é difícil falar de Halo e não se deter um pouco que seja nessas muitas raças, cada uma delas com suas próprias armas, funções e aspectos culturais próprios. Obviamente nem todas tem tanto destaque narrativamente; é comum que os Sangheili, San’Shyuum e os Jiralhanae ocupem mais espaço narrativo que os demais, já que a trama da ruptura interna do pacto tem essas três raças como foco.

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As raças do Covenant foram incorporadas em diferentes momentos e de diferentes formas: por doutrinação, por revelação ou por imposição e conquista. Os Profetas ocupam a maior posição hierarquíca dentro do pacto, seguidos pelos Elites e depois em ordem de interesse vem os Brutos, cuja cobiça pela posição de prestígio do Elites acaba por gerar uma guerra interna dentro do Covenant (fato explorado no game Halo 2).

  • San’Shyuum (Prophets):  Uma raça extremamente intelectual e cientificista, os Profetas deixaram seu planeta natal a bordo da poderosa espaçonave Forerunner chamada Dreadnought cujo poder de fogo foi decisivo para o domínio de outras raças que cruzaram o caminho dos Profetas ao longo de sua jornada em busca do caminho sagrado dos Forerunners.
    A raça dos San’Shyuum tem diferenças físicas entre os que ficaram em seu mundo e os que partiram; fisicamente os Profetas do Covenant são mais fracos e sua constituição física tem baixíssima tolerância gravitacional, advindo daí o uso de suas poltronas flutuantes. Os San’Shyuum de Janjur Qom são comumente chamados de Estoicos e os do Covenant de Reformistas. Os Profetas são os fundadores do Covenant, fato possível, sobretudo, após a guerra contra a raça dos Sangheili, a primeira raça a aderir ao Pacto.
  • Sangheili (Elits): Raça com aspecto reptiliano e com a característica marcante de suas quatro mandíbulas, os Sangheili são conhecidos por sua resistência física, disciplina militarizada e grande apreço pelo combate.
    Seu planeta também possuía muitas relíquias Forerunners, mas os Elites não as utilizavam de forma prática e funcional, tratando tais artefatos mais como objetos de reverência e adoração religiosa. Justamente essa adoração cega pelas relíquias que custou aos Sangheili a derrota contra os Profetas cuja capacidade científica já fazia amplo uso da tecnologia Forerunner.
  • Lekgolo (Hunters): Raça de aspecto similar a de grandes vermes (tamanho aproximado ao de uma cobra de médio porte), os Lekgolo tem uma mente coletiva e são capazes de se unir em um conglomerado que forma os Hunters propriamente ditos, esses por sua vez são chamados de Mgalekgolo.
    Protegidos por uma poderosa couraça equipada com escudos e canhão de energia os Mgalekgolo são extremamente resistentes e violentos.
    Na organização do Covenant os Lekgolo são força bruta direcionada pelos Profetas e não ocupam postos nas cadeias de comando. Foram a terceira raça incorporada ao pacto e também uma das mais difíceis dada a habilidade da espécie em criar conglomerados de combate e estratégia. Seu planeta de origem é o gigante gasoso chamado Te, sendo que os vermes foram encontrados nos anéis do planeta, não em sua superfície diretamente.
  • Yanme’e (Drones): De forma insetoides, os Drones tem uma sociedade de colmeia e castas similar a das abelhas terrestres e outros insetos de organização similar (formigas, por exemplo), todos são sujeitos aos desejos e ordens da Rainha Matriarca da Colmeia, estas, por sua vez, foram doutrinadas pelo Covenant ainda em seu mundo natal Palamok.
    A maioria dos Drones vistos nos games Halo são de voadores em quase todas as suas variantes (Unmutuals, Minor, Major, Ultra, Leader), extremamente ágeis e com miras precisas, são ótimos em combate de longa distância, fato permitido justamente por sua mobilidade aérea. Nenhuma Rainha dos Yanme’e foi mostrada em nenhum game Halo até o momento (não que eu saiba, claro).
  • Kig-Yar (Jackals e Skirmishers): Conhecidos por serem traiçoeiros e pela excelente pontaria, os Kig-Yar são uma raça dedicada à pirataria desde sua remota origem em seu planeta Chi’ot. Com a aliança das três variantes da espécie, conseguiram desenvolver a tecnologia para o voo espacial e foram encontrados pelo Covenant na lua Eayn.
    Há dois subgrupos distintos de Kig-Yar nas fileiras do pacto que os seres humanos chamam de Chacais e Escaramuçadores. Além de servir como atiradores de elite os Kig-Yar são também tropa de choque, lutadores defensivos, escuteiros e batedores devido aos seus excelentes sentidos da visão, olfato e audição.
  • Unggoy (Grunts): Pequenos e de fidelidade extrema aos princípios do Covenant, os Grunts são do planeta Balaho e respiram gás metano; estão sempre na linha de frente das batalhas em grande número ao lado dos Elites e Chacais, ofereceram pouca resistência na ocasião de sua dominação.
  • Jiralhanae (Brutes):  Os últimos a integrar o pacto, os Brutos foram uma grande raça guerreira em seu mundo, Doisac, o que os levou a uma redução drástica de sua população, o que acabou possibilitando sua derrota perante as tropas do Covenant, mais numerosos e tecnologicamente superiores.
    De tecnologia atrasada e com grandes inclinações para a busca de significados simbólicos e teológicos, os Brutos aderiram os cultos e filosofias do pacto em relação aos extintos Forerunners.
    Selvagens, violentos e belicosos, os Jiralhanae são uma raça de aspecto similar ao de grandes símios e pouco ou quase nada se relacionam com as demais raças de High Charity, nutrem profundo desprezo pelos Elites por conta de sua posição na hierarquia do pacto. Hábeis em combate físico, sua arma favorita é o poderoso Martelo Gravitacional.

Halo: Broken Circle | O Autor

John Shirley é autor de vários romances e vencedor do prêmio Bram Stoker com Black Butterflies e Living Shadows. De seus trabalhos para TV e cinema, os destaques são para o filme O corvo, do qual foi corroteirista, e a adaptação de Ligeia, de Edgar Allan Poe, para a TV.

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Halo: Broken Circle | Ficha Técnica

  • Autor: John Shirley
  • Tradução: Guilherme Kroll
  • Preço: R$ 34,50
  • 304 pp. | 16×23 cm
  • ISBN: 978-85-68432-31-0
  • Assuntos: ficção – romance/novela, ficção científica/distopia
  • Preço: R$ 22,50

Halo | Um pouco mais

O primeiro game de halo foi lançado em 15 de novembro de 2001. Halo: Combat Evolved introduzia os jogadores num futuro distante no ano de 2552 onde a raça humana já havia conquistado outros mundos e, claro, colonizado-os ao seu contento.

Mas, e sempre há um mas, nós não estávamos sozinhos no universo e descobrimos isso da pior maneira ao cruzarmos nosso caminho estelar com o do Covenat (O Pacto), um conglomerado de raças alienígenas extremamente avançado e perigoso, cujo fanatismo religioso em torno de um misterioso artefato colocava em risco a existência de todas as colônias humanas espalhadas pela galáxia.

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Atualmente em sua quinta sequência direta, Halo 5: Guardians, foi lançado em 27 de outubro de 2015, exclusivo para Xbox One, o game era um dos mais aguardados lançamentos do ano para o Xbox One.

Além dos grande sucessos da franquia principal dos games, Halo também tem vários spin-offs dentro de seu universo expandido, além, claro, de todo um universo expandido multimídia com livros, séries e HQs abordando vários aspectos narrativos e desdobramentos cronológicos do riquíssimo universo do game, sobretudo focando em outros personagens que não Master Chief e sua fiel companheira, a inteligência artificial Cortana.

 

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É Designer de produtos e gráfico, desenhista nas horas vagas e aos trancos e barrancos um estudioso de Semiótica. Nutre estranhas fixações por processos narrativos experimentais e acredita que o mundo caminha para ser cada vez mais parecido com um Game

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