Youtube: Broadcast yourself

 


Fundado em fevereiro de 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, o YouTube é a comunidade de vídeos on-line mais popular do mundo, permitindo que milhões de pessoas descubram, assistam e compartilhem vídeos a qualquer momento. A princípio a idéia era hospedar vídeos criados pelos usuários para que todos pudessem acessá-los, entretanto acabou virando um verdadeiro manancial dos mais variados estilos de vídeos, de trailers, clipes a vídeos capturados de última hora o site acabou virando um recurso quase tão natural quanto o Google na hora de se pesquisar um vídeo. Falando no diabo, o Google não perdeu tempo e em 13 de novembro de 2006 fechou a negociata da compra do Youtube que, na época, foi sua segunda maior aquisição.

A estutura é simples, você entra no site, digita um termo de busca relacionado ao vídeo que lhe interessa, espera o dito cujo carregar e pronto, é só se divertir. Você pode ou não ser usuário, não precisa de recuros demias para ver coisa alguma, pois segundo estatísticas, cerca de 90% dos computadores do mundo todo possuem o plugin da Adobe capaz de rodar os vídeos em formato .flv o qual é usado pelo Youtube. A industria do audiovisual (sempre eles) gritou, berrou, esperneou e fez de tudo para detonar o site, não consegui e entrou também na onda e criou vários derivados a partir da grande idéia abocanhada pelo Google. Você quer ver um clipe? Quer ver uns dez trailers daquele filme que vai chegar aos cinemas? Quer ver um gameplay de um jogo antes de comprá-lo? Vá no Youtube... e com isso muitos sites especializados num dos pés desse tripé simplesmente perderam espaço, pois está tudo lá no Youtube. De mãos atadas restou aos inimigos do site se renderem a ele e criarem suas contas e canais e por livre iniciativa colocaram lá também seus vídeos no que, é óbvio, é divulgação garantido a custo zero.

Fenômeno dentro do fenômeno o Youtube se aproveitou do fato de que a Internet não possui botão de liga-desliga, seu número de sites é infinitamente maior que o número de canais de televisão existentes no mundo todo e que o internauta é hiperativo para empurrar na garganta dele o que ele mais quer: Ver o que quer a qualquer hora sem se preocupar com horários de apresentação e melhor de tudo, sem intermediação de insuportáveis apresentadores, Vjs e qualquer outra sorte de infelizes faladores de besteira antes de qualquer coisa minimamente interessante. Quem quer ver um clipe, um trailer quer ver isso e não um mala sem alça falando infinitos 10 minutos, tempo muitos vezes maior que o próprio vídeo a ser apresentado. Feito isso mais uma morte em combate contra o Youtube.

A descida do homem na lua, em pleno século XXI... tá lá no Youtube também

A verdade é que ninguém precisa acessar o site para ver certas coisas, pois sua facilidade de compartilhamento é fantástico e qualquer site, rede social, blog e o que for é capaz de incorporar os vídeos por lá hospedados (nós fazemos isso o tempo todo...). Ou seja, não é só o usuário do Youtube que compartilha vídeos, o Youtube compartilha vídeos, os blogs compartilham, os sites compartilham, todo mundo compartilha.
Só para dar uma dimensão do alcance do site, a queridinha do pop do século XXI, Lady Gaga, tem na pequena, mas excelente história do YT, o vídeo mais acessado até hoje com invejável marca de mais de 180 milhões de acessos para o clipe de Bad Romance colocando em segundo 7 Things de Miley Cirus, a Hanna Montana.

Lady Gaga e o vídeo mais acessado do Youtube...

A bem da verdade o Youtube trouxe milhões de vantagens para a Internet, a começar pelo fim dos malditos streams da era Mídia Player e Quik Time, facilidade de incorporação, canais personalizáveis para os usuários, infinidade de estilos de vídeos, opções de tamanho, de qualidade, suporte a dezenas de formatos de vídeos para serem convertidos para o formato flv de forma a facilitar a visualização em diversas configurações de computadores ao redor do mundo. Inclusive de quem quer dar uma trepadinha na praia, acionar a justiça e ameaçar a retirada do site no Brasil (malditas subcelebridades). Hoje o youtube continua firme e forte e a “celebridade” em questão é só mais um nome na obscuridade da era da informação.

Só está faltando para o Youtube ocupar o posta de “revolução” uma única coisa: Dar um retorno financeiro para o Google. No momento que isso ocorrer então se dará a última martelada no último prego do caixão de muita gente. Até gostaria de fazer uma aposta ou uma previsão sobre quando isso se dará e de quem morre nessa história, mas refiro não, principalmente quando isso envolve o Google. Deixa quieto.

 



blog comments powered by Disqus  

© Ponto Zero 2010