Gibiteca da FCPTN: um templo para os quadrinhos



Através do olhar, os leitores fazem viagens seqüenciais, cheias de sons e efeitos especiais que a própria mente é capaz de produzir. Tudo isso num dos mais freqüentados espaços do Centur.

Sua unidade básica é um pequeno quadro com imagem e texto ou apenas imagem. Um quadro que, entrelaçado com outros, forma um relato. Pode ser publicada em almanaques, periódicos e revistas. Além de informar e divertir, tem um papel significativo na formação de futuros leitores, transmitindo ideologias. História em Quadrinhos. Um gênero que fala diretamente com o imaginário das pessoas. Conceitos que só a palavra poderia desvendar tornam-se acessíveis quando a escrita e o desenho se unem.

Para os que gostam ou tem curiosidade em conhecer o mundo dos quadrinhos, a Gibiteca da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN Centur) é uma interessante opção. A seção faz parte da Biblioteca Pública Arthur Vianna e foi inaugurada em 4 de maio de 1993, com um acervo de 4 mil gibis, que antes faziam parte da sessão infantil da Biblioteca. “Minha relação com a Gibiteca é antiga. Venho aqui desde criança e comecei a trazer meus amigos”, diz o estudante Gustavo Alves, 17 anos, que pretende doar parte de sua coleção de HQ's para o espaço.

 O acervo atual da Gibiteca conta com mais de 22 mil histórias em quadrinhos. Os fãs da arte podem encontrar obras do X-men, Zé Carioca, Zorro, Tio Patinhas, Tex, Tomb Raider, Aquaman, Akira, Turma da Mônica, Batman, Calvin, Capitão América, Cavaleiros do Zodíaco, Chiclete com Banana, Henfil, Mad, Menino Maluquinho, Recruta Zero, Sandman, Superman, Grandes Heróis Marvel, além de revistas do selo Vertigo, gibis raros e  religiosos.


Público

Segundo Evelin Sousa, assistente cultural da Fundação, a maior parte do público que freqüenta o local é de adultos e adolescentes, ambos fãs de quadrinhos. Muitos, aliás, fazem questão de afirmar que se tornaram leitores por causa da arte seqüencial. “Muitas pessoas que não sabem ler ou possuem alguma necessidade especial visitam a Gibiteca e se encantam com as imagens”, diz Evelin.

 Algumas escolas agendam visitas para que os alunos se familiarizem com essa arte que, além de incentivar a leitura é muito utilizada em livros didáticos. As visitas feitas pelas escolas acabam ajudando os professores a realizarem debates sobre comportamento em sociedade e servem também de subsídio para aulas de língua portuguesa.

 Para Luana Medeiros, coordenadora pedagógica da Legião da Boa Vontade - LBV, cujo núcleo educacional visitou a Gibiteca em maio deste ano, é importante que as crianças tenham contato com os gibis. “É uma forma de leitura muito estimulante e tão importante quanto qualquer outro livro na formação educacional”, afirma.

Segundo os pesquisadores, outro aspecto positivo das HQ's é auxílio no aprendizado de línguas estrangeiras. Há um grande número de fãs das histórias da Turma da Mônica na Holanda. Leitores que, por conta da paixão pela turminha de Maurício de Souza, já se arriscam a falar português. Alguns educadores concordam que os gibis são indispensáveis. Razão pela qual personagens como Calvin, Mafalda ou Menino Maluquinho estão em vários livros didáticos.


Aventura

Para alguns leitores e fãs, as histórias podem ser consideradas livros de aventura, nos quais são produzidos diversos cenários e personagens extraordinários. “Leio quadrinhos desde criança. Olhava as figuras e isso me incentivava a ler. Quando leio alguma história, sinto-me em um livro de aventura”, conta o universitário Luiz Armando, que pretende fazer seu trabalho de conclusão de curso usando os quadrinhos como fonte de pesquisa.

 Já para o estudante Jonathas Santos, 14, que costuma ir à Gibiteca para desenhar, os quadrinhos são uma forma de expressar seu talento. “Além de ler vários gibis, fico durante horas desenhando. Faço isso ao menos uma vez na semana”, conta o garoto que sonha em ser desenhista profissional.

História
 Contar histórias através de desenhos é uma arte antiga. Remonta ao tempo do homem das cavernas. Mas as HQs, do jeito como as conhecemos hoje, surgiram no século XIX, acompanhando os avanços tecnológicos da imprensa e o desenvolvimento do jornal. Refletindo contextos e valores culturais, elas afetam na educação de seus leitores, transmitindo conceitos e ampliando conhecimentos sobre o que é viver em sociedade.

Serviço:
Doações: A Gibiteca também recebe doações, que podem ser entregues na Gerência da Biblioteca Arthur Vianna (2° andar do Centur).

Mais detalhes: Funciona de segunda à sexta, no 2° andar do Centur. Horário: 8h30 às 19h

Texto enviado por: Por Monique Malcher / Estagiária Ascom FCPTN Centur

 

 


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