Courtney Love no SWU (Corgan, Grohl, Cornell) e sua boca grande

 

A conturbada vida de Courtney Love

Por ter vários padrastos, ela já foi chamada de Courtney Michelle Rodriguez, ou Courtney Michelle Menely, e há quem diga que seu nome de nascimento foi Love Michelle Harrison. No inicio dos anos 90 ela resolveu mudar seu nome para Courtney Michelle Love, justamente no começo da sua carreira musical e hoje ela se chama Courtney Love Cobain. Love, desde criança mostrou ser perturbada e irascível. Em sua adolescência passou por diversos centros de detenção de menores e reformatórios, em sua maioria por furto.

Citando um exemplo, ela simplesmente roubou uma camisa do Kiss de uma loja na Califórnia quando tinha doze anos. E há quem diga que foi no reformatório que Courtney se apaixonou por música, quando um residente deu-lhes fitas do Sex Pistols, The Clash e Pretenders.

Fora da detenção, Love se afastou da família e foi emancipada aos dezesseis anos, ganhando uma pensão mensal de 800 dólares de seus avôs maternos adotivos. Foi neste momento que tudo ficou pior. Ela começou um intenso uso de drogas. Aos doze anos fumava cigarros e bebia, e quando se mudou para São Francisco, em vez de buscar se tornar uma heroína, ela se entregou a heroína.

Ao fim da sua adolescência, ela se jogou no mercado do sexo, tornando-se stripper, e decidindo conhecer o mundo. Foi stripper em clubes do Japão e de Taiwan, dentre outros lugares, e morou em grande parte dos Estados Unidos, Inglaterra e Irlanda. Sendo que neste último país, passou a morar com seu pai biológico e iniciou a faculdade de Inglês em Dublin. Não agüentou e largou o curso quando havia cursado apenas um semestre e foi trabalhar como fotógrafa, porém, voltou aos Estados Unidos, onde retomou o curso em Oregon.

Foi namorando o músico Rozz Rezabek, vocalista da banda Theatre of Sheep, de Portland, que passou a usar o nome artístico Courtney Love. Por um curto período, Love foi vocalista da banda Faith No More no fim da década de 80. Quando se mudou para Los Angeles, tentou ser atriz, após fazer figuração em seriados como “Quincy” e “Chips”. Porém ela conquistou o diretor Alex Cox, onde ela gravou dois filmes do diretor.

Courtney Love foi para Nova York, onde passou a viver a base de sanduíches, pelo qual engordou assustadoramente. Voltou a Portland e foi expulsa da cidade depois de organizar um show com grandes bandas e gastar todo o dinheiro da bilheteria. Em 88 retorna a Los Angeles, divide um apartamento com um baterista e volta a fazer stripper para se sustentar. Muda-se para o Alaska e passa três gelados e escuros meses se despindo em Anchorage.


Família Cobain

Courtney Love largou tudo e se entregou ao budismo, onde passou a compor quando havia tempo e se entregou ao desejo de que iria formar uma banda, o que a tornaria famosa. Sem querer saber, voltou a Portland, onde conheceu Kurt Cobain em um show. Morou com o dono de uma loja de discos por três meses, aprendeu a tocar guitarra, se mudou novamente para Los Angeles onde passou a pôr anúncios em revistas onde dizia que queria formar uma banda, assim ela formou a banda Hole.

Ensaiou três meses e a banda fez seu primeiro show em Hollywood. Passou a tocar em bares e clubes ao redor de Los Angeles. O primeiro disco da banda foi lançado em Setembro de 91, gravado em apenas quatro dias.

O disco chegou a ficar entre os 20 melhores discos de uma revista britânica. Em 91, após um relacionamento de idas e vindas com o vocalista dos Smashing Pumpkins, Billy Corgan, ela reencontra Kurt Cobain, tornado-se amantes. Em uma turnê pela Europa, Courtney resolveu interromper as atividades da banda, priorizando sua relação com Cobain.

Em 92 se casa com Kurt Cobain, e nasce Francês Bean Cobain em agosto do mesmo ano, filha do casal. Após, Love retoma as atividades da sua banda. Kurt se encaminhava ao estrelato após o lançamento de Nevermind, mas o comportamento ousado e a ligação do casal com heroína, revelado em uma revista americana, custou a guarda da filha temporariamente, enquanto a banda de Love assinava contrato com a mesma gravadora do Nirvana, a Geffen, pela quantia de US$1 milhão.

O Nirvana se encaminhava ao próximo CD, porém, Kurt se afundava a passos largos, deixando-o cada vez mais debilitado devido a dores estomacais crônicas, em função ao uso abusivo de heroína. Ele entrou em depressão e criou uma estranha fixação por armas de fogo. Em 94, o novo CD do Hole foi aclamado chegando até a revista Rolling Stones, sonho de todo roqueiro. Nesta mesma época, Courtney foi acompanhar seu marido com sua banda em uma turnê européia, em Roma, onde Kurt teve uma overdose de champagne com Rohypnol, considerado a droga do estupro.

Courtney e sua marca registrada

Voltando para Seattle, a vida de Kurt estava se desfazendo e Courtney temia por sua vida, onde em Março de 94 o casal se internou em centros para tratamento de usuários de drogas em Los Angeles. Alguns dias depois, Kurt fugiu da clinica, e no dia 8 de abril o vocalista é encontrado morto com um tiro na cabeça, no sótão da casa de ambos em Seatle. Uma morte pelo qual ninguém sabe exatamente o desfecho. Uns dizem que Kurt suicidou-se, outros dizem que fora homicídio, e que Courtney Love seria a responsável. Duas semanas depois o novo CD do Hole foi lançado.

A turnê da banda foi cancelada, Love não tinha condições de fazer essa turnê. Em junho de 94 a banda faz uma reunião e retoma as atividades, porém a baixista da banda resolve voltar a sua cidade natal, onde no dia 15 ela morre por overdose de heroína. A banda só voltou a tocar em agosto de 94. Em 95, Love é presa em um vôo Brisbane para Melbourne, Austrália, por agredir a comissária de bordo.

Em 95, Love participou de alguns filmes, chegando até a ganhar o Globo de Ouro na categoria de melhor atriz. Abandonou shows pela Europa quando o publico constatava que Love teria envolvimento na morte de Cobain. A banda Hole chegou a gravar um CD acústico e assim Courtney viveu, em meio a escândalos, agressões e processos.

Em Setembro de 2001, Courtney resolveu partir para carreira solo. Recomeçou do zero, e até fez música ao seu affair, Julian Casablancas, vocalista dos Strokes. Mas no fim de 2003, Courtney grava o seu primeiro disco solo. Logo em seguida assina contrato com a Virgin Records. Enquanto gravava o CD, Love estava se reabilitando em clinicas, mas a sua desintoxicação foi por água abaixo.

O disco foi lançado dia 10 de Fevereiro de 2004, sob as acusações da cantora afirmando que o CD foi lançado antes que fosse finalizado, e mais uma vez, Courtney se envolve em agressão, porte de drogas, dividas e perde a guarda de sua filha, o que fez com que o CD seja pouco vendido, o que ocasiona a internação de Courtney por alguns meses em uma clinica de reabilitação.

Em 2006, Frances retorna a casa de sua mãe, mesmo ano em que a cantora vende 25% dos direitos autorais do Nirvana em sua posse por 50 milhões de dólares. Em 2005, três meses após de ser libertada do centro de reabilitação, Love começou a compor as músicas para o seu segundo CD solo. Na verdade, ela começou a compor enquanto estava ma clinica. Billy Corgan a ajuda em algumas músicas. Em Outubro de 2007, Courtney comprou os direitos da biografia oficial de Kurt (Mais pesado que o Céu- Charles R. Cross), onde pretende fazer um filme sobre ele pela Universal. Hoje em dia Love vive atualmente sem sua filha, pois mais uma vez perdeu a guarda da filha e voltou com a sua banda Hole.

Courtney Love e sua boca grande no festival SWU


Courtney com a camisa do fã que dizia: “Courtney seja a minha puta”

Se tratando de Courtney Love, vem polêmica pela frente. Ela já chegou fazendo confusão. Chegou na sexta, (11/11) simplesmente puxou um cigarrinho e fumou em local proibido. O seu show parecia mais um espetáculo de Teatro do que um show musical. Ela não parava de falar. Ela não parava de falar mal. Onde os “gatos pingados” dos seus fãs só queriam curtir boa música, sendo que o que foi apresentado passou longe.

Como de costume mostrando os seios. Aproveitou a oportunidade pra falar mal de Chris Cornell. Só porque ela é viúva de Kurt Cobain, ela acha que tem o direito de falar de qualquer músico? Ela apenas enganou a platéia no seu show no festival. Falou muito e pouco tocou. Tocou “Sympathy for the Devil” dos Rolling Stones. Na verdade ela cometeu um homicídio com uma versão totalmente desafinada.

Sobrou até para o ex-vocalista do Audioslave, Chris Cornell, que horas antes se apresentava no festival. Como se Courtney Love cantasse tão bem quanto Chris. Ela mostrou os seios, como de costume, e continuou falando mal de outros músicos. Claro, não poderia faltar a critica ao ex-baterista do Nirvana, Dave Grohl, onde brigam na justiça desde 2001 pelos direitos da banda de Kurt Cobain.

Ela acusa Dave, de que a filha dela com Kurt, Frances precisa comer também. Diz que o Foo Fighters faz cinco milhões por show, sendo considerada uma das melhores bandas do momento, ou seja, que ele não precisa dos direitos do Nirvana para conseguir dinheiro.

Chamou-o de ladrão, pois enquanto o vocalista do Foo compra um carro ultramoderno (Aston Martin), a mãe de Kurt, Wendy Cobain, não tem dinheiro nem para comprar uma porta, que seu aquecedor não funciona e que sua casa está toda mofada. Pelo qual é Courtney quem ajuda. “Não quero saber o que vocês gostam de ouvir em casa, mas se o cara rouba dinheiro dos meus filhos, ele que se lixe”. E ela continuou “Não quer dizer que vocês não possam gostar dos Foo Fighters, só não façam isso na minha frente”.

Reclamou de um fã que vestia uma camisa com o rosto de Kurt. Falou da música que fez ao vocalista e que não precisa ficar vendo seu rosto em todos os shows de sua banda. Ela disse que passou dias para escrever essa música, pois as lágrimas a dominava e não conseguia escrever. Fala que não era do Nirvana, mas se considera dona do Nirvana. Quem tem mais direito, um ex-integrante ou alguém que não era da banda? Ela continuou falando de Dave, afirmando que não foi ele quem fez Smells Like Teen Spirit, nem a referência da bateria.

De qualquer forma, ele era integrante da banda, e ela apenas a esposa de Kurt, se falasse menos, se ficasse de bico calado, não iria criar a ira das pessoas pelo qual ela fala. Poderia estar numa boa com Dave se ela não falasse tanto. No fim ela manda Dave pra longe.

No fim ela larga o palco, apenas porque um fã estava com a camisa do Kurt. Queria o quê, que estivesse com uma camisa do Axl Rose? “Não preciso ver uma foto do Kurt, não sou ele. Já tenho de viver a minha vida com o fantasma e a criança dele, todos os dias. Isso é estúpido e mal-educado e vou te partir a cara se fizer isso outra vez", gritou. Depois, ela completou: "Largue isso e vá lá assistir o Chris Cornell" Largou todo mundo, mandou o rapaz com a camisa pra longe, e só voltou quando outro integrante da banda pediu pra platéia gritar “Dave Grohl, é gay”. Quanto mais velha Courtney fica mais infantil ela fica. Será que ela se sente culpada pelo suicídio de Kurt? É o que sinto.

Mas o que ela tinha para xingamentos, ela não teve para a sua performance. Não é mais uma princesinha, porém continua rebelde. Desafinou boa parte das músicas, inclusive os sucessos da banda. Parecia estar sem fôlego. Comparei a sua decadência ao Axl Rose. Músicos que não se cuidaram, e hoje em dia não conseguem mais a produtividade de antes, ou seja, o show da banda Hole foi considerado como um dos fiascos do festival e pelo falatório de Courtney, acredito que por um bom tempo ela não reaparece por aqui. Já vai tarde!



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Carlos Matos

É estudante de Letras e apaixonado por jornalismo esportivo. Escritor e poeta. Leitor viciado. Cinéfilo. Blogueiro apaixonado. (Blog: Amanhã ou Depois - AQUI)

 

 

 

 

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