Um tributo à psicodelia - Álibi de Orfeu homenageia Secos e Molhados e Mutantes



O Álibi de Orfeu é uma das bandas autorais de rock mais bem sucedidas do cenário paraense, com anos de estrada, álbuns e DVD gravados, e uma boa quantidade de fãs. Tendo um público garantido, não chegou a surpreender a quantidade de presentes na Estação Gasômetro no início da noite de 03 de junho, plena sexta-feira, aguardando o tributo que a banda havia preparado para homenagear outras duas grandes bandas da história do rock nacional.

O show foi capaz de encantar tanto os fãs dos Mutantes e Secos e Molhados como os próprios jovens adoradores do Álibi, numa grande oportunidade de conhecer essas duas bandas tão relevantes para nossa história musical. A julgar pela empolgação da plateia, a despeito do atraso no início do show, os arranjos mais pesados do Álibi agradaram a todas as gerações ali presentes.

A banda está apresentando seus novos membros: Gabi Florenzano, no vocal, está com a grande responsabilidade de dar continuidade à forte presença de Gláfira Lobo, que foi a voz do Álibi durante quase uma década. Elaine Valente e Rafael Mergulhão também estão muito bem entrosados nas guitarras da banda, entre si e com os veteranos Rui Paiva (bateria) e Sidney KC no baixo. Aliás, uma das coisas mais bonitas de se ver num show do Álibi é a alegria de estar no palco que esses meninos (e meninas) transparecem. Essa postura que a gente vê de lá da plateia, a relação afinada entre os músicos, a latente sensação de diversão por simplesmente tocar no Álibi; tudo isso soma uma carga deliciosa de energia, trocada na cumplicidade entre a banda e seus fãs.

O cuidado na busca pela qualidade apresentada no tributo não se limitou aos arranjos para o repertório, e se expandiu para a iluminação e projeção adequadamente psicodélicas atrás do palco, e até mesmo para o figurino. Bem, no caso do figurino, a farra ficou por conta da Gabi e da Elaine, já que os rapazes se limitaram a usar máscaras durante a primeira música.


Elaine Valente

Sidney KC

Rafale Mergulhão

Falando em música, o repertório do tributo foi de Jardim Elétrico à Balada do Louco, não deixando de finalizar com o sucesso da Noite na Floresta, para delírio da plateia. Aliás, toda a apresentação foi calorosamente acompanhada pelo público, do incrível solo executado por Rui Paiva aos sucessos Só Veneno e I'm Blue, do álbum Só Veneno, que vieram para atender os pedidos insistentes de "bis".

Se você perdeu o tributo, pode aparecer durante esse mês na Estação das Docas, o Álibi de Orfeu estará tocando no palco flutuante aos sábados, e se você tiver sorte, pode acabar ouvindo algo do repertório do show!

A formação atual da banda é: Gabriella Florenzano (vocal), Sidney KC (contrabaixo), Rui Paiva (bateria), Rafael Mergulhão (guitarra) e Elaine Valente (guitarra).

Gabi Florenzano, a nova voz do Álibi de Orfeu

O veterano batera Rui Paiva atrás de seu tanque de guerra

A formação atual da banda é: Gabriella Florenzano (vocal), Sidney KC (contrabaixo), Rui Paiva (bateria), Rafael Mergulhão (guitarra) e Elaine Valente (guitarra).

Veja abaixo nossa galeria de fotos com ótimos momentos desse showzaço. Fotos, claro, da nossa Tereza Jardim

 

 


{Um tributo à psicodelia - Álibi de Orfeu homenageia Secos e Molhados e Mutantes}

 


 


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Tereza Jardim

TJ é designer por formação, fotógrafa por opção e apaixonada por signos, verbais e não-verbais. Colunas de Artes Visuais, Cinema, Tecnologia, Quadrinhos e Cultura Oriental.

 

 

 

 

 

 

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