É isso que vamos ter em 2014?
O céu estrelado perdeu a sua força, chora as nossas lágrimas. Há estrelismo demais para pouca estrela. O tempo muda o tempo todo e as estrelas vêem e vão, se não for estrela, não fica por muito tempo no céu estrelado. Tempo remoto em que as estrelas davam conta do recado. Em que chamavam a responsabilidade para si, e davam o seu show particular, e quem faturava com isso éramos nós, meros mortais, que ficam na frente da TV choramingando a falta de estrela de verdade. Nosso desespero é calculado. Nosso medo é explicito, porém se continuar assim, a decepção será irremediável.
Hoje em dia é tudo muito sujo, foi-se o tempo em que o contorno do lago era límpido, e além de estar sujo, está contaminando o lago com a sua ganância, e a importância do ouro entrar pela porta da frente, e as marionetes saírem pela porta de trás é superior a qualquer coisa, pois o que mais importa agora é não jogar bonito, mas sim ter estrelas que não brilham mais para que o cofre seja engordado. O que falta é aclarar novamente o que já foi motivo de orgulho de cada ser que mora neste país. Tudo está tão negro, tão escuro, voltamos à estaca zero que foi refeita ano passado, há muito erro para pouco acerto, e viver de números do passado, é como dá um tiro no escuro e no fim avistar que acertou o próprio pé. Eis a hora de fazer a jogada ensaiada e marcar o gol.Estamos em decadência. Nossas veredas estão perdendo a flexibilidade. A renovação está debruçada por sobre a janela, mas ninguém se importa, ninguém quer saber, como disse, a ganância por ter estrelas ofuscadas, que brilharam um dia, é tão grande neste mundo capitalista, que até nosso futebol está sendo prejudicado, pois o amor ao bem de todos é o que menos importa. Eis à hora do rebento, eis à hora de simplificar, de vestir a camisa e sentir orgulho, eis a hora de dá chance ao que joga aqui, e deixar o que já têm tudo lá fora.
Não agüentamos mais sentir essa incomodidade, de assistir ao jogo da sua seleção, pelo qual é a que mais venceu no mundo, e sentir tédio, sentir sono, pelo simples fato de jogar um futebol medíocre. O que há porvir aos poucos é revelado, antes éramos temidos, hoje não metemos medo a ponto de uma fraca Venezuela ser uma pedra no sapato. Antes éramos o primeiro agora somos o quarto. O que está acontecendo? Todo reinado um dia tem seu fim, assim aconteceu na Babilônia, assim aconteceu na Grécia, assim aconteceu com Roma, e é assim que o futebol brasileiro está se encaminhando, é para onde estamos andando em nossos gramados labirínticos, ou mundo a fora.
Tristeza de Ganso
Decepção de Elano ao mandar a bola longeEstou assustado, não vejo para onde correr, eu sei que é cedo para avaliar, mas as nossas esperanças carregadas em Neymar, Ganso e Lucas, mostraram que é imaturidade nossa apostar e postar responsabilidade tão grande em jogadores tão novos. Não há razão. É cedo para cobrar, a Copa América foi à primeira competição que eles disputaram pela seleção principal, sem falar na pressão sobre o futebol deles que era desmedida. Com esses jogadores devemos ter o máximo de cuidado ao se falar, pois o nosso futuro está nos pés deles, já que não há um jogador Brasileiro na Europa se destacando positivamente.
É hora de parar pra pensar, mesmo que o futebol não tenha tempo para pensar, porém é hora de pensar nos critérios de convocação dos jogadores e na escolha do técnico, o problema que no trono temos um ditador que só pensa em encher o cofre, que há 22 anos faz isso, e claro investir o dinheiro no futebol ele não vai fazer. Já está na hora deixar o trono, seu tempo se esgotou.
O futebol é prato cheio do nosso dia a dia, mesmo para quem não goste do esporte, mas acredito que a maioria no País tenha o seu clube favorito. Porém aos poucos o amor pela seleção está acabando. O futebol medíocre jogado pelas últimas seleções tem feito muito fanático desistir de torcer pela seleção, desacreditar em tudo, quando antes havia espetáculo sempre. Sou contra ao treinador que vira pop star a ponto de fazer comercial de cerveja, sabendo dos efeitos que uma cerveja pode causar, e do mal que faz ao atleta, um excelente exemplo que ele transmite aos seus jogadores.
Comemoração dos Paraguaios após a classificaçãoNão precisa ser PHD para perceber que a Seleção de Mano Menezes está perdida e não trás confiança. Já faz um bom tempo que não vemos a seleção mostrar força, técnica, talento e garra. Não existe mais o amor a camisa, pois é aquele ditado que disse anteriormente, o mais importante hoje em dia é quanto o jogador vale, do que quanto ele joga. Jogadores como Pato e Robinho, ambos do Milan da Itália, na minha seleção não estariam presentes, pois é muito dinheiro envolvendo os dois jogadores, para um futebol medíocre. Hoje em dia, o jogador não carrega no peito o escudo de sua pátria, mas sim a logomarca da empresa que os patrocina, a seleção só serve de vitrine, para que eles possam aumentar o bolso, apenas isso.
A verdade que nosso técnico convocou muitos jogadores que não deveriam mais estar ali, escalou a seleção mal, não substituiu bem. Ou seja, estamos cansados de tanta decepção entra ano, sai ano. Por sermos Pentacampeões mundiais não vai acabar com o sofrimento de meros mortais. Já não é o bastante o que tivemos que ver e viver com a Seleção de Dunga? Será que vamos ter que viver isso novamente? O fim é sempre o mesmo, as lágrimas de nossos jogadores e torcedores. Já chega de ter Ricardo “Ditador” Teixeira a comando da CBF, na verdade a comando da seleção também, pois quem convoca os jogadores não é o Mano que é o técnico, mas sim o presidente da CBF, visando apenas que seu bolso engorde. A Seleção Brasileira transformou-se em uma empresa.
Nos torcedores é quem pagamos o Pato, pois somos apaixonados por futebol, somos apaixonados por nossa Seleção que apesar de tudo, nos deu excelentes presentes. Pegamos nossas bandeiras, pintamos a casa, a rua, colocamos bandeirinhas pela rua inteira, para comemorar o titulo que mais e mais fica mais distante, e não pensem que por jogar em casa, a nossa seleção vai ter vida mole, pelo contrário, a pressão será maior, e se continuar assim, o risco de um vexame será grande.
Bebeto e Romário, a seleção sente falta de uma dupla como essa.Perder quatro pênaltis em uma seleção Brasileira, pelo mesmo jogo, mostra que o negócio ta tão feio quanto à crise na Argentina. Jogadores com salários altíssimos que não sabem bater pênaltis e ainda para dá uma desculpa colocam a culpa no gramado, sendo que o Paraguai cobrou no mesmo gramado e perdeu apenas uma cobrança. Não há desculpa, há sim falta de vontade. Aquilo que foi feito nem em carpo de várzea se faz tão feio. Faltaram-me palavras para definir o que eu senti após a eliminação da Seleção Canarinho. Definitivamente foi puro desequilíbrio emocional, juntamente com a comissão técnica que ainda não percebeu que estão numa Seleção e não mais no Corinthians. Faltou o técnico incorporar a vontade de vencer, faltou incorporar a dose de raça que os jogadores necessitavam.
No jogo contra o Paraguai, a seleção até jogou bem, porém ao chegar às cobranças de pênaltis simplesmente parou, estancou e nada saiu com perfeição. Uma eliminação para ser esquecida. Não foi possível conter a revolta de ver a seleção que carrega cinco títulos mundiais sucumbir tão ridiculamente. Jogadores que já estão com o prato cheio e que só querem é desfilar suas chuteiras coloridas da Nike ao em vez de jogar de verdade.
Fiquei pasmo, não conseguia acreditar e logo pensei: É isso que vamos ter em 2014? Lembram da Copa de 94, não era uma seleção brilhante, não era uma seleção de grandes craques: Mazinho, Zinho, Raí, Branco, Ricardo Rocha, Jorginho, Dunga, Taffarel... Mas naquela seleção havia Romário e Bebeto, diferente da seleção de 2006, que não fez o que tanto se apostou recheada de jogadores brilhantes. Em 94 além da dupla de craques, havia raça, havia amor a camisa, havia a vontade de vencer, havia equilíbrio entre os jogadores. Havia energia vibrando em torno dos jogadores e com isso foi possível intimidar o melhor jogador da Itália, jogando a bola longe nas cobranças de Pênaltis, sendo que a Seleção Italiana era superior a Brasileira.Essa vontade que faltou a seleção Brasileira na Copa América, foi exatamente aquela que transbordou em Paulo Henrique Ganso, naquela final do Campeonato Paulista, que tomou a responsabilidade para si, e disse não ao Dorival Junior, na época treinador do Santos, quando tentou substituí-lo. Foi isso o que faltou a nossa seleção. Na verdade é isso que falta a este elenco que o Mano insiste tanto em convocar. Após o vexame na Copa América, ele convocou os mesmos para o amistoso dia 10 contra a Alemanha, que na minha singela opinião, foi à melhor seleção da Copa da África. Não se espantem se a gente perder de novo.
Até 2014...
