E agora, Leão?
Aconteceu tudo o que esperávamos. A morte foi anunciada desde o primeiro turno do Campeonato Paraense e nem assim pôde ser feito algo para salvar o Remo deste vexame tão grande, se tratando de um time maior ainda. Na verdade não tinha o que ser feito, já que a direção gasta demais trazendo jogadores de fora, quando em casa, na base pode-se encontrar a obra-prima boa e barata.
A mentalidade da diretoria do Remo pensa como se o Paraense não tivesse “cacife” para se formar um time competitivo, basta saber analisar o jogador, algo que eles não sabem fazer, pois ainda estão presos à Idade Média, e como disse, gastam o que não têm para trazer jogadores que o que menos sabem fazer é jogar futebol.
Era nítido até para um cego que o elenco não tinha força para fazer o que acredito ser o mais fácil, que era conseguir uma vaga na série D. Perdeu o Primeiro Turno nas semifinais, pois entrou de salto alto no segundo tempo da partida contra o Cametá, onde o jogo se encaminhava para a classificação do Remo. E agora? Como fica o torcedor que lota o Baenão mesmo sabendo que o time não esta jogando uma bola tão redonda como se esperava ao iniciar o campeonato Paraense.
No inicio vieram vitórias gordas, mas depois vieram vitórias aos trancos e barrancos. O que Paulo Comelli não fez, muito menos faria Givanildo Oliveira. O problema não estava no banco e sim dentro das quatro linhas. Givanildo não é nenhum super herói para fazer milagres em uma semana. Se começou o returno com Paulo Comelli, deveria terminar com ele. Ou seja, o medo do torcedor ficou maior do que já estava. Trocar técnico uma semana antes de um jogo decisivo é suicídio, e a poderosa diretoria do Remo fez e deu no que deu.
Segundo Givanildo ao analisar a equipe, disse que trocaria figurinhas com seis jogadores, e que a equipe não armava as jogadas, muito menos marcava. Precisava de um goleiro, precisava de um meia-armador, precisava de um centroavante. Trouxeram o Finazi, mas do que adianta trazer ele se não tem ninguém para armar as jogadas para o centroavante. Do que adianta ter o jogador se não tem alguém para lhe passar a bola para que ele pudesse fazer o que sabe. Como ter sucesso assim?
Pensar um pouquinho não dói, não faz mal a saúde. Na verdade parecia time de várzea. Hollywood poderia até escalar Givanildo Oliveira no papel de Tom Cruise em mais uma Missão Impossível.
Nação azulina que lota o Mangueirão para ver o Leão
Assim o campeonato acabou. O Remo não conseguiu a classificação na série D, e vai ter que ficar chupando o dedo na frente da TV assistindo o rival Paysandu jogar a série C. Porém, o mais humilhante ao torcedor é ver a diretoria desesperadamente tentar uma vaga, a bola da vez, será à possibilidade do Remo conseguir uma vaga já que o Piauí não terá nenhum representante para o Brasileirão. Eis uma luz de esperança ao tão humilhado torcedor do Remo que paga suado o ingresso para ver seu time em campo, enfrenta fila para conseguir entrar no Baenão e, mesmo assim, não desiste do Remo. Isso sim é amor de verdade, mas cadê que os dirigentes fazem o mesmo pensando no torcedor?
Baenão que quase foi vendido pela péssima administração passadaO Remo tentou anular o Campeonato Paraense, alegando que o jogador Edilson Belém do Independente teria duas identidades. Mas poderíamos pensar um pouquinho em que o clube de Tucuruí não se meteria em roubada tão grande, que se houver algo errado, seria culpa totalmente do jogador, e o clube não terá nada a ver com isso. O desespero do Remo em conseguir uma vaga na serie D é desmedida, atira-se para todos os lados para ver se alguém abre a porta e deixa-o entrar. Mas sabem o que aconteceu? O Remo perdeu, perdeu até fora de campo, por falta de provas. Quando a fase está ruim nada da certo.
O Clube precisa de uma faxina. Não só no elenco, mas também na diretoria. Tem gente que já passou do tempo, e deveria largar o clube para dar chance a cabeças mais “pensantes”. O Remo não é Museu. O Remo não é uma passarela para modelos. Façam pelo Remo e não por vocês. Sejam humildes a ponto de dar valor a quem sabe jogar e só está esperando uma oportunidade, mas não tem, porque a santa “Sapiência” da diretoria é desmedida.
É hora de refazer o clube, até porque ele não acabou, mas suas estruturas estão abaladas, e o torcedor, o pobre torcedor, está cansado de tanto sofrimento. Mesmo com tudo isso, eles estão lá faça chuva ou faça sol. São fieis ao clube. Mas infelizmente, há pessoas no futebol que se julgam saber algo, e em vez de engrandecer o clube, não, só fazem é sujar a imagem e tradição de um clube tão grande como o Remo. Larguem as rédeas, abandonem o navio, o Remo precisa voltar a ser grande, e com esses estorvos no comando vamos continuar na mesma bagaceira dos últimos anos.
