O relato de uma Paraense em meio ao Irene
Garoto anda de Jet-ski em plena ruas de NewarkO furacão Irene passou pela costa leste dos Estados Unidos causando alguns estragos e mortes. Pelo tamanho, a destruição poderia ser pior, mas felizmente, ele perdeu força. Eu conversei com a Sarah Barbosa, paraense que mora em Newark – New Jersey e ela me contou como foram os dias de apreensão para a chegada do furacão.
“Dias antes houve um tremor, tudo balançava, os quadros, a mesa, a casa toda, mas nada que causasse danos mais graves, porém o susto foi grande, já não bastasse passar por isso e ainda tinha que enfrentar um furacão, que pelo tamanho, tinha cara de que iria fazer um estrago grande.”O fenômeno chegava à costa americana com ventos de mais de 140 km/h: “Parecia que o mundo iria acabar, voltando pra casa, estava com medo de dirigir, a chuva era muito forte, se Belém tem as suas chuvas fortes, acho que naquele dia, a chuva aqui foi bem pior, mas felizmente quando cheguei em casa, ela deu uma trégua, ainda chovia, mas bem menos do que mais cedo. Parecia ser apenas um aviso, de que ele estava chegando, e a previsão dizia que iria chover mais, muito mais.”
Com a chegada do furacão, a cidade parou. Aeroportos parados, serviço de transporte público parado também, e as autoridades diziam que o melhor era ficar em casa: (Ninguém seria louco de sair de casa né!).
“Os supermercados estão fechados, pois todos se prepararam muito bem para a chegada do furacão, esvaziando as prateleiras. Tentei comprar pilhas, porém não tinha mais. Tentei comprar água, mas já haviam levado até a última gota. Havia o risco de ficarmos sem luz, pois como o prefeito mesmo disse os ventos e a chuva seriam mais fortes pela parte da noite, vai ser bem pior do que foi pela parte da tarde.”
“O céu está completamente nublado, parece coisa de cinema. Já moro aqui há um bom tempo e é a primeira vez que passo por isso. O medo toma conta de mim, na verdade, de todos aqui em casa. Não há como tentar ficar calma com a possibilidade de um bicho gigantesco vir até a sua casa e levar tudo, mas vai dá tudo certo, os ventos vão diminuir e vamos passar pelo Irene sem dano algum.”
Furacão Irene e seu tamanho assustadorNo dia seguinte, mais calma: “Há muito vento, as ruas estão alagadas por aqui. Segundo os jornais, o furacão se transformou numa tempestade tropical, mas causou alguns danos a cidade. Porém não faltou luz, pelo menos aqui no bairro onde moro, mas acredito que em outros bairros houve a interrupção da energia. Choveu muito também. O furacão Irene perdeu a força no meio do caminho, ou seja, podemos comemorar e ficar mais tranqüilos.”
O momento foi tenso para Sarah, mas felizmente, não aconteceu nada em relação a ela e a família dela. Felizmente o Irene perdeu a sua força ao chegar em Newark, porém, ainda assim causou estragos. Seus 140 km/h causaram ondas que ultrapassaram os três metros de altura, e em certas partes dos estados atingidos, milhares de pessoas sem o fornecimento de energia elétrica.
Mesmo com a falta de força do fenômeno, as autoridades recomendavam que todos permanecessem em suas residências. Até a região de Wall Street foi afetada. Hospitais, aeroportos foram fechados e o transporte público foi cancelado.
Sete estados americanos, da Carolina do Norte até Connecticut, declararam estado de emergência. Mais de 200 mil pessoas fugiram das áreas pelo qual o furacão iria passar.
Porém de furacão o Irene passou a tempestade tropical, e isso ocorre quando os ventos diminuem assim como diz no gráfico abaixo:
Escala de Saffir-Simpson
Categoria
Ventos em mph
Ventos em km/h
Altura / m
Pressão / hPa
Tempestade Tropical
35–73
56–117
-
-
1
74–95
119–153
1,2–1,6
Maior que 980
2
96–110
154–177
1,7–2,5
965–979
3
111–130
178–210
2,6–3,8
945–964
4
131–155
211–249
3,9–5,5
920–944
5
Mais que 155
Mais que 249
Mais que 5,5
Menor que 920
Veja abaixo os vídeos de pontos de Newark que ficaram alagados:
