Festival Osga 2011: Belém faz cinema...
O auditório 04 da Unama BR estava lotado. Nem o calor, nem a insuficiência de assentos, nem mesmo o grande atraso causado por problemas técnicos, nada disso foi capaz de reduzir o tamanho da ansiosa platéia que se espremia enquanto aguardava o início da cerimônia de encerramento e premiação do OSGA 2011. O intenso burburinho evidenciava a importância do momento para alunos, professores e familiares dos envolvidos nas produções dos curtas inscritos no festival.
Para começar a cerimônia, um vídeo, quase um curta, apresentando o maluco que havia descoberto a fórmula infalível para um bom filme. Interrupções à parte, o filme já foi calorosamente aplaudido, saudando ainda a entrada do professor Renato Malcher.
Os filmes foram exibidos em sequência, possibilitando ao público conhecer o material já avaliado pelos jurados do festival. Os recursos usados pelos alunos eram variados, e a criatividade no emprego dos mesmos tornava cada produção uma peça única, ainda que todas tratassem de uma mesma temática. Enquanto alguns capricharam nos efeitos especiais da pós-produção, outros apostaram no jogo de cena e movimentação de câmeras para criar o suspense necessário ao desenrolar do roteiro. Esse foi o caso do Ruídos (AQUI), um dos curtas de maior divulgação antes do festival, que quase não chega a mostrar o Curupira, mas deixa que ele se faça presente durante boa parte de seus 4 minutos de duração.É espantoso o que um grupo pode fazer com poucos recursos financeiros e muitas ideias na cabeça... Ajuda muito também, é claro, ter uma boa rede de contatos, com pessoas dispostas a vestir a camisa de um projeto pelo prazer de vê-lo dar certo. Para quem não viu, o filme está na rede (procurar o link, faz favor...).
Apesar do tema "Lendas Amazônicas", escolhido para essa edição do OSGA, nem todos os filmes optaram pela linha do terror ou suspense, como seria uma escolha teoricamente natural. Por sinal, o grande vencedor da noite contou a lenda do Boto de uma forma inédita e surpreendente. Vindicta nos apresenta o misterioso homem de branco como um poderoso chefe da máfia, em fortes cenas de ação carregadas de efeitos especiais, como o espetacular tiroteio que toma boa parte do tempo do filme. Merecidamente, o grupo levou os prêmios de Melhor Cartaz, Efeitos Especiais, Melhor Figurino, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Direção e Melhor Filme. O curta Ruídos rendeu os prêmios de Melhor Ator ao Aryevelles (???) e Melhor Roteiro ao Rodrigo Bittencourt.
No final das contas, todos os filmes tiveram sua parcela no sucesso do OSGA 2011, e o orgulhoso professor Malcher, com o endosso dos apoiadores do festival e outros professores, ressaltou aos estudantes ali presentes o quanto era importante participar de uma produção como essa, e poder colocar um curta em seus portfólios.Bom para o cinema paraense independente, que vai ganhando força e visibilidade, e melhor ainda para o público, com uma oferta cada vez maior de boas opções culturais de entretenimento e diversão.
{Festival Osga 2011: Belém faz cinema...}
Ponto Zero - Cultura, Entretenimento e Informação
Tereza Jardim
TJ é designer por formação, fotógrafa por opção e apaixonada por signos, verbais e não-verbais. Colunas de Artes Visuais, Cinema, Tecnologia, Quadrinhos e Cultura Oriental.
