Capitão América – O primeiro Vingador chega às telonas



Um dos melhores filmes do ano: Capitão América
Aos amantes de quadrinhos e amantes de super herói, finalmente o Capitão América estreou nas telonas, e mesmo desconfiado, fui lá conferir. Não é de agora que a moda é fazer filmes de super-heróis vindos diretamente das HQs, pelo jeito que a carruagem anda essa moda não vai terminar tão cedo, com isso quem agradece somos nós. Eis que o ano está recheado, mas quem já deu o ar de sua graça foi o Capitão América- O primeiro vingador no dia 29 de julho, mais uma produção da Marvel Studios, já aquecendo os motores para o filme dos Vingadores.

Confesso que enfrentei uma fila gigante, desconfiado. Comprei a minha pipoca, desconfiado. Peguei o meu óculos 3D, desconfiado. Esperei o filme começar, desconfiado e após o filme saí sem palavras. Agora, pensem o seguinte, o que faz um poeta ficar sem palavras? O filme superou toda a minha desconfiança, superou toda a minha insegurança, mostrando-se um filme sólido. Não brincaram em serviço, o desenvolvimento, a história e a evolução do personagem principal no filme é algo que vale mais do que ser notado, pois foi feito com extrema qualidade. Ver o Chris Evans, que interpreta Steve Rogers raquítico e depois se transformar no guarda-roupa ao se tornar o super-herói, não é efeito para qualquer filme, é para o filme.

O desafio foi grande, o resultado melhor ainda. Houve o cuidado em fazer o Steve Rogers, por isso Chris Evans surpreende. Ele mostra que não é só o Tocha Humana no filme Quarteto Fantástico, mostra que bem explorado, seus limites são bem maiores.

Pra mim, antes de Capitão América, sempre o via como Elrond de o Senhor dos Anéis, ou o Agente Smith de Matrix, mas a atuação de Hugo Weaving foi tão boa, que o papel de Caveira Vermelha caiu certo, e deixou a sua atuação impecável.

Em relação a assistir o filme em 3D, aconselho assistir em 2D, pois o filme apesar de abusar de efeitos com qualidade, não abusa dos efeitos em 3D, diferente de um filme como Transformes. Eis aqui um autêntico filme de super-herói. Muitos falam que o Capitão América é apenas um instrumento para alimentar o Patriotismo dos americanos, e deixam de conhecer o personagem, deixam de ir ao cinema por esse motivo. Posso dizer que o filme não é perfeito. Tem seus pequenos defeitos como toda grande produção, porém, nada que desqualifique o filme. Não é aquele filme parado, pelo contrário, é recheado de muita ação. Tem as sua pitadas de comédia, drama e muita emoção. Sempre ao nível agradável onde a história é muito bem contada. Arrisco em dizer que este é um dos melhores filmes da temporada, portanto não perca.


Captain America: The First Avenger - para não-iniciados

Você quer ir ao cinema mas não tem nenhuma preferência entre os filmes que estão em cartaz. Ou, seu namorado/melhor amigo é fã dos Vingadores e quer sua companhia, mas você nem sabe a diferença entre Marvel e Detective Comics. Ou ainda, assistiu despretensiosamente o filme do Hulk, depois os dois do Homem de Ferro, depois o Thor, e anda desconfiado de que eles podem ter alguma relação entre si. Em todos esses casos, eu recomendo que você entre na fila para ver Steve Rogers se transformando em um dos mais emblemáticos e idolatrados super-heróis norte-americanos!

Agora, se você é uma daquelas meninas que vai comprar o ingresso só para ver o Chris Evans sem camisa, sugiro que ao menos dê uma olhada no nosso especial sobre o Capitão América, publicado AQUI, para não desperdiçar o restante do filme.

Já soubemos que a bilheteria do fim de semana de estréia do Capitão América nos Estados Unidos foi maior que a do último filme do Harry Potter (a segunda parte do "As relíquias da morte"). No Brasil, não esperamos tanta repercussão, já que o super-herói sobrevivente da Segunda Guerra Mundial não é tão popular em terras tupiniquins como é na terra do Tio Sam. Ainda assim, desconsiderando o fato de ser uma adaptação dos quadrinhos, o filme desenvolve um roteiro bem amarrado nas suas limitações de tempo e necessidade de explicar a origem do personagem. Até mesmo o 3D, que não era necessário neste caso, acabou sendo muito bem aproveitado.

Faço inclusive uma pausa aqui para louvar o trabalho do Chris Evans, que não abriu mão de atuar nas cenas anteriores à aplicação do super soro, e fez valer cada centavo investido em computação gráfica para deixá-lo bem menor e mais franzino. O ator realmente calou a boca de quem achava que veria o filme do capitão aguardando a qualquer momento o comando "in flame" ("em chamas"), consagrado no papel do Tocha no filme sobre o Quarteto Fantástico. Chris encarnou um homem firme e corajoso, porém de expressão corporal grave e contida. Ponto para o diretor Joe Johnston, também responsável por este feito!

Outro ponto alto do filme está nas cenas de treinamento da equipe de militares de onde serão selecionados os voluntários a super-soldados. A Peggy Carter, interpretada por Hayley Atwell, se mostra graciosamente dura e exigente com sua equipe, para a alegria das feministas de plantão.

O expectador que nunca leu uma revista do Capitão América é conduzido a conhecer a história do rapaz, e seu desenvolvimento se dá no tempo e ritmo exatos para o despertar espontâneo de grande simpatia e admiração pelo personagem. De fato, algumas cenas são direcionadas para os fãs dos quadrinhos, e passarão despercebidas pelos mais incautos da platéia, mas nada que impeça a compreensão da história ou prejudique a diversão do cinema.

Por fim, a dica nerd: fica, vai ter extra!


 


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