Mal gosto compartilhado (da série Dane-se os outros)



Belém é uma bela cidade, tem belas praças, belos monumentos e prédios históricos, tem pontos turísticos e restaurantes. E disso todo bom morador de Belém sabe, sabe mas não cuida. Basta dar uma voltinha de uns trinta minutos por qualquer parte de Belém e se pode ver todo tipo de lixo dividindo espaço com todos os itens mencionados anteriormente.

Já não é de hoje que a questão ambiental é debatida abertamente, reciclagem, coleta seletiva, conscientização com o lixo urbano e outros fatores são focos de debates já gastos e repetitivos, entretanto sempre atuais e nunca, praticamente NUNCA aplicados a vida cotidiano da maioria dos moradores de Belém, digo maioria pelo fato de acreditar ser pouco provável que uns 5% de moradores de Belém sejam responsáveis por tanta sujeira como garrafas de plástico, embalagens de plástico, de vidro, papéis variados, restos de frutas e outros alimentos em praticamente 99% do território da cidade. Isto só pode ser obra da maioria, seja ela quem for.

Bom, nossa guerra particular, do Ponto Zero e sua leitor, se dará em outro momento oportuno em uma questão realmente voltada para o debate ecológico, ambiental e tudo o mais, neste ponto aqui vamos inaugurar nossa campanha por uma Belém limpa e livre do lixo urbano, ao menos a princípio, das áreas turísticas.

Aí você se pergunta por que só nessas áreas. Aí eu respondo, não é só nelas, mas apenas elas marcarão nosso começo. Também começamos a dar voz ao nosso selo de qualidade. Não ditaremos regras nem padrões, longe disso, não é essa a idéia central do Ponto Zero, dizer o que é bom ou ruim. Nosso selo de qualidade será estampado em locais que tem reconhecida atenção e valor, entretanto não os tem devidamente efetivados pela população.
Nossos selos se baseiam em dois critérios muito simples: O zero à esquerda e o zero à direita.

E eis aqui nossa primeira aplicação de nossos selos qualitativos: Praça da Sé.

Este é nosso ponto de referência para um belo Zero à Direita Merece até mais...
Caminhando alguns poucos metros após a mesma igreja nos deparamos com esta "bela" paisagem abaixo de um monumento. Quem foi que brincou aí e esqueceu de arrumar a bagunça?

Diante disso deixamos abertas as portas para a discussão que esse tipo de coisa trás à tona: Quem é responsável por isso? Dentre eles, o principal: o cidadão comum.

Mas isso é o que vem depois, em outro momento, pois neste aqui a idéia é tão somente mostrar uma paisagem de dar orgulho em contraste com outra que dá nojo.

Voltamos depois para lançar um outro olhar para os “culpados” por esse tipo de atitude. Dentre eles o principal e mais comum: o cidadão normal.

 

 



Ponto Zero - Cultura, Entretenimento e Informação

Orlando Simões

É Designer de produtos e gráfico, desenhista e amante de Semiótica. Colunas de Design, Games, Quadrinhos, Literatura, Artes Cênicas, Cidade, Tecnologia e Cinema.

 

 

 

 

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