As brincadeiras da infância morreram? Ou “evoluíram”?



Como os tempos mudaram. Hoje em dia as brincadeiras das crianças foram alteradas completamente. Mas porque ocorreram essas mudanças? Quem as alterou? Será que as brincadeiras antigas não serviam mais e a sociedade ao perceber resolveu mudá-las?

Não meus caros leitores, não foi nada disso que aconteceu. Essa mudança se deve a uma grande quantidade de fatos que ocorreram no decorrer do tempo, das quais podemos citar o aumento da violência urbana nas grandes cidades, a evolução tecnológica, e creio que até a melhora financeira da classe média (que ainda brincavam em seus condomínios fechados) para a classe alta de algumas famílias podem ter influenciado essa brusca mudança a qual passa meio que imperceptível aos olhos dos pais muito ocupados nos dias de hoje.

Antigamente, lembro-me com saudades, as brincadeiras das crianças do bairro onde moro até os dias de hoje, eram garrafão, pira-lata, chicote-queimado, queimada (o famoso cemitério), pira-mãe, pira-ajuda, a tradicional travinha no final da tarde, enfim..., eram brincadeiras que obrigavam você a se movimentar, funcionavam como exercícios físicos divertidos ao ponto de você não querer parar de brincar, lembram disso? Agora pergunto: “Vocês encontram crianças brincando dessas brincadeiras nos dias de hoje? Coisa rara não é verdade?

Essa triste mudança se deve pelo fato do aumento da violência, tecnologia e falta de tempo. Nos dias de hoje, a globalização capitalista que afeta o mundo acarretou distúrbios sociais irreversíveis por causa da busca incansável pelo avanço do crescimento financeiro do país, e isso obrigou as pessoas a trabalharem mais, não ter tempo para interagir com a família, só trabalho, trabalho e trabalho. Por conseguinte, esse crescimento trouxe na bagagem o aumento da violência junto com o crescimento do crime organizado por causa do desemprego e de contrapartida o crescimento também da tecnologia dos computadores pessoais e videogames, que não deixam de ser uma coisa boa, mais deveriam ser trabalhados de melhor maneira com as crianças.

Antigamente, além das brincadeiras de rua, como citei antes, os brinquedos eletrônicos, como os videogames, faziam parte também do cotidiano das crianças, mais não da forma que é hoje.

Antigamente, lembro-me com saudades, as brincadeiras das crianças do bairro onde moro até os dias de hoje, eram garrafão, pira-lata, chicote-queimado, queimada (o famoso cemitério), pira-mãe, pira-ajuda, a tradicional travinha no final da tarde...
Os aparelhos que brilham na atual atual geração de consoles (Wii, Playstation 3 e XBox 360)

Os videogames e os jogos de computador (digo por que sempre fui um venerador do assunto), possuem seu lado bom, eles proporcionam as crianças um aumento de concentração, coordenação e memorização de uma forma livre, da qual a criança não está sendo obrigada a fazer, ela se diverte fazendo aquilo, por outro lado, se essa prática não for controlada pelos pais de forma saudável, ela acaba viciando, deixando as crianças com sérios riscos físicos no futuro como a obesidade por exemplo, atrapalhando assim sua vida social, física e mental. Mas o maior problema em relação aos videogames são os estilos violentos dos jogos de hoje, antigamente não existiam tantos jogos violentos assim e isso para uma criança de 8 a 15 anos, se não trabalhado pelos pais, impondo limites, toda essa violência dos jogos pode ser transpassada para a sociedade em que vive, portanto você que é pai e tem um filho “viciado” em videogame, muita atenção hein!

Lembro-me com saudade de todas aquelas brincadeiras das quais gostaria que meu filho pudesse brincá-las também, porém, se outros pais na vizinhança não pensarem dessa forma e “prenderem” seus filhos com medo da violência e influência da rua pensando que eles podem se “misturar” com a velha e conhecida mau camaradagem! Será meio difícil, Pois acredito que a criação dentro casa se bem feita, torna-se insubstituível, a força, o poder da palavra educacional de uma mãe bem instruída, é insubstituível! Por isso lembro a todos que não podemos de maneira nenhuma deixa essa tradição, tão saudável para as nossas crianças, cair no esquecimento, ficar em segundo plano na cabeça dos pais, que já curtiram essa época. Enfim, não podemos deixar de “passar a bola” para nossos filhos, deixar nossa infância morrer de vez!

Lembrem disso.

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Anderson Barros

Tecnólogo por formação, ex by-boy, violeiro e jogador de games com tiradas engraçadas e inteligentes! Colunas de Cinema, Tecnologia, Games, Quadrinhos e Cidade.

 

 

 



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