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2016 E OS FILMES DE SUPER-HERÓIS | O BALANÇO GERAL

2016 já está (literalmente) com os dias contados, e pode-se dizer que passou bem rápido, principalmente quando a gente fala dos filmes de super-heróis. E olha que a gente esperava que fosse demorar bastante: nesse ano, estavam marcadas as estreias de 6 filmes de super-heróis, o maior número da categoria já visto em um só ano.

Todos eles já estrearam, já vimos às produções (milhares e milhares de vezes), e chegou aquela hora: como foi o ano de 2016 para as produções baseadas nos quadrinhos dos poderosos?

Aqui, farei uma avaliação geral de cada filme de super-herói lançado esse ano, apontando em cada um deles os acertos, as surpresas, e, claro, os erros. E ainda tomarei a liberdade de fazer uma classificação entre eles, do pior no geral até o melhor no geral, sob minha análise.

E, obviamente: MEGA SPOILER ALERT.

Sem mais delongas, nem enrolações, vamos começar o juízo final.

6 – ESQUADRÃO SUICIDA

(Suicide Squad, 2016. Direção e roteiro: David Ayer. Elenco: Will Smith, Jared Leto, Margot Robbie, Joel Kinnaman, Viola Davis, Cara Delevingne.)

006Esquadrão Suicida foio filme mais “hypado” dosseis,desde a Comic-Con de San Diego de 2015 até o lançamento do filme. Com trailers maravilhosos, um espetáculo visual, caracterizações incríveis, trechos de atuação surpreendentes, o filme foi vendido como a obra-prima dos filmes de super-heróis; era sensacional. E não tinha como dar errado. Não é?

Mas, quando lançaram o filme…

Talvez, esse seja o problema-mor de Esquadrão Suicida, e que o coloca na última posição do meu ranking: a expectativa. Todos esperavam um filme épico, e quando as pessoas saíam das salas de cinema, pareciam ter comprado um iPhone e, dentro da caixa, ter vindo um pedaço de tijolo.

A reação foi decorrência do que foi entregue: direção mal executada, filme acelerado e apressado, vilão nada ameaçador, roteiro mal redigido, e um estúdio mal interessado causaram a decepção do público com a esperada reunião dos super-vilões da DC.

Todavia, o filme acertou em um detalhe: as atuações. Will Smith, Margot Robbie e (a deusa) Viola Davis arrasaram nas performances, mostrando que, mesmo quando tá tudo desabando, o show continua.

Até Jared Leto, que foi criticado desde a primeira foto divulgada até o fim do filme, atuou bem, dentro das limitações de roteiro, direção e produção, que lhes deram poucas cenas, além de desconexas com o roteiro e com a história do Coringa. Ainda assim, com esse pouco, ele mostrou que pode (e que vai) fazer o Coringa do jeito dele, e que vai ser bom para o Universo Expandido da DC.

Para ajudar a conectar ainda mais o DCEU, Batman e Flash fizeram participações divertidas no filme, mas que não ajudaram a tirar a produção da iminente colocação final no ranking.

Apesar de decepcionante, Esquadrão Suicida faturou bem nas bilheterias, e já teve sequência confirmada. Assim como o vindouro (na minha lista) Batman vs Superman: A Origem da Justiça, o filme dos vilões deve servir para a DC e para a Warner como aprendizado para os filmes que ainda estão por vir no DCEU, garantindo que esses erros não se repitam daqui pra frente.



5 – X-MEN: APOCALIPSE

(X-Men: Apocalypse, 2016. Direção: Bryan Singer. Roteiro: Simon Kinberg. Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Oscar Isaac, Nicholas Hoult, Rose Byrne.)005

O caso aqui é parecido ao anterior: não podemos negar que, depois do sucessoestrondoso de bilheteria e críticas para X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, em 2014, as expectativas para a sequência direta dos mutantes eram bem altas.

Principalmente, quando se consideram vários fatores:

  1. O jovem elenco, que vem bem encaixado desde X-Men: Primeira Classe, continua presente;
  2. Bryan Singer, que montou o universo dos X-Men, continuou na direção;
  3. Mutantes famosos, como Jean Grey e Ciclope, ganharam novos e mais jovens intérpretes; e
  4. Temos um dos mais poderosos vilões dos mutantes (talvez o mais poderoso), o Apocalipse.

É, pois é. Em maio, quando o novo capítulo da saga dos X-Men chegou aos cinemas, o resultado foi decepcionante. Um filme lento,

sem muita qualidade nos confrontos, sem nos deixar muito animado, e com um vilão que não foi muito legal.

Claro, tiveram algumas cenas divertidas, como a nova cena slow-motion do Mercúrio, que foi DEMAIS. E popularizou ainda mais o clássico da música Sweet Dreams, que rege a sequência.

A maior fidelidade das novas versões dos mutantes também chamou a atenção, bem como as infinitas referências às versões clássicas dos quadrinhos, especialmente nos uniformes.

A cena do Wolverine, que muitos acharam desnecessária, foi, pelo contrário, muito importante. Especialmente quando consideramos que ela é a base da cena pós-créditos, que introduz o possível vilão do último filme de Hugh Jackman como o Carcaju, Logan.

No geral, X-Men Apocalipse trouxe vários pontos importantes e divertidos, para dar a sensação de conclusão à nova trilogia dos mutantes, mas, no final, o diretor e o estúdio pecaram na condução do filme de tal forma a nos fazer notar a temida realidade: a Fox, que já não sabe lidar com o Quarteto Fantástico desde o início, está perdendo a mão com os mutantes (não todos, assim esperamos). E esperamos que, assim como a Sony, eles sejam rápidos pra se salvar.



4 – BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

(Batman V Superman: Dawn of Justice, 2016. Direção: Zack Snyder. Roteiro: Chris Terrio e David S. Goyer. Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jesse Eisenberg, JeremyIrons, Amy Adams.)004

Podem confessar: vocês achavam que esse seria o último filme classificado no ranking. Mas não foi.

Batman vs Superman: A Origem da Justiça não foi o filme que esperávamos. Esse seria o momento mais épico de todos os filmes de super-heróis: ver eles saindo na mão.

Quando a obra de Zack Snyder chegou aos cinemas, o que vimos foi uma batalha mais ideológica do que física. Bruce Wayne e Clark Kent se cortejaram repetidas vezes em cena antes de finalmente saírem no soco. E foram bons cortejos. Diálogos ameaçadores, falas que já viraram históricas (Tell me, do you bleed? You will), e todo mundo mostrando todas as repercussões do quanto é bom ter pessoas super-poderosas nos protegendo, mas do quanto isso pode ser perigoso, se os poderes estiverem nas mãos erradas.

Mas, com várias interpretações possíveis, e dentre elas, várias interpretações inteligentes, o enredo do filme foi, em quase sua totalidade, interpretado como “a tragédia de 2016”.

E, por um lado, estão certos. O filme foi acelerado demais em vários momentos, dando a impressão de que eles comprimiram uma história extensa em três horas que não sustentaram a coerência. Henry Cavill e seu arco do Superman ainda não se acertaram, complicando o filme e fazendo a gente não ter empatia com o Homem de Aço. Sem falar que, como já falei, a gente esperava bem mais porrada do que teve.

Mas, gente, como vocês podem ignorar que Ben Affleck entregou O MELHOR BATMAN DOS CINEMAS? Nas mãos dele, o Cavaleiro das Trevas encontrou o ponto perfeito, sendo sombrio, machucado pelas lutas que já passou, e sempre esperando o pior de todos (até do alienígena). E o Jeremy Irons fez o Alfred perfeito com ele, ativo e super útil para o herói. E a voz do Morcego é alterada por um modulador eletrônico, embutido no uniforme. E aquele uniforme é muito fiel. Cansei de falar bem.

E não se esqueçam dela: Gal Gadot. A primeira Mulher-Maravilha dos cinemas tá perfeita. Segura de si, empoderada, poderosa, elegante, grandiosa. Maravilhosa. Com um uniforme fiel ao extremo, e com uma presença impactante. E com uma trilha-sonora excitante. Gal Gadot mostrou, em poucas cenas, que a Amazona está entre nós, para ficar. E que vai ser demais ver ela no filme solo que irá estrear em julho de 2017.

O tiro saiu pela culatra? Sim. Eles esperavam que o filme fosse aclamado por eras. Mas eles não colaboraram pro público gostar do filme: se é vendido um confronto Batman vs Superman, a gente precisa de mais demonstração de poder dos dois, um contra o outro. A gente precisa de mais coerência no filme. A gente precisa que o Henry Cavill melhore. A Warner e a DC precisam não pecar mais nisso. Mas, ainda assim, Batman vs Superman: A Origem da Justiça não foi o Esquadrão Suicida. E isso é bom.

E podem falar: foi o primeiro filme que teve Batman, Superman e Mulher-Maravilha (a tríade máxima da DC) juntos, na mesma cena. Não foi arrepiante? Eu me arrepiei.



3 – DOUTOR ESTRANHO

(Doctor Strange, 2016. Direção: Scott Derrickson. Roteiro: Jon Spaiths, Scott Derrickson e C. Robert Cargill. Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Mads Mikkelsen, Tilda Swinton.)003

Bem-vindos ao filme mais estranho do ano (trocadilhos à parte).

Quando anunciaram que Doutor Estranho finalmente chegaria aos cinemas, os fãs piraram com tudo o que poderia acontecer com o herói mais místico do universo Marvel. E tudo parecia bem propício a ser um show: tinha um elenco fantástico, nas mãos de um diretor reconhecido por trabalhos de terror e suspense, com um estúdio bem-montado supervisionando, e ainda, com Benedict Cumberbatch no papel do Mago Supremo.

E o resultado foi extremamente do jeito que a gente esperava.

Cumberbatch caiu como uma luva no papel de Stephen Strange, atuando como um neurocirurgião arrogante e prepotente, que não merecia uma torcida sequer, e que depois de tudo, consegue virar o herói que o mundo místico precisava, chegando ao ponto de poder e grandiosidade que o Doutor Estranho merece.

Mas, claro, ele não estava sozinho: o time de magos era tão poderoso quanto Strange. Karl Mordo, vivido pelo excelente Chiweter Ejiofor, mostrou todo o dilema entre os limites da luta pelo bem, entre a batalha de “perder puro” ou “vencer corrompido”, e vai, cada vez mais, se tornando a resposta do próprio dilema, moldando sua versão vilã, Barão Mordo.

Wong, vivido por Benedict Wong, foi o alívio cômico do filme, com as piadas recorrentes sobre o “único nome” dele. Mas, ao mesmo tempo, foi responsável por nortear Strange em vários momentos da trama, além de fazer um dos maiores elos de ligação com o resto do Universo Cinematográfico da Marvel.

E, claro, ela: Tilda Swinton, a Anciã. A jogada ousada do Marvel Studios de trocar o gênero do mestre do Doutor Estranho deu muito certo, e em sua maioria, por causa da sua intérprete. Camaleônica, disciplinada e surpreendente, Swinton nunca falha em seus papéis, que sempre são relevantes, e aqui não foi diferente. Responsável por introduzir Strange no universo místico, ela possui presença e imponência, sendo o exemplo do quanto é necessário para proteger a todos e manter a ordem.

Todavia, o verdadeiro trunfo do filme está em um detalhe: os efeitos visuais. A equipe dessa produção trouxe um visual em tela que jamais havíamos visto antes: cenas caleidoscópicas, viagens psicodélicas, magias encantadoras, que brilhavam os olhos a cada exposição. Um espetáculo visual de magnitude imensa, que marcou o MCU como nenhum outro filme tinha feito.

A jogada arriscada do Marvel Studios de trazer o Doutor Estranho pro seu universo deu certo (amém), graças às pessoas certas, que estiveram envolvidas nessa luta, tornando este, o filme mais surpreendente do ano, entre todos os de super-heróis. E nos deixando com um gostinho de “quero mais”, sobre o futuro de Stephen Strange (que já estará de volta em novembro de 2017, em Thor: Ragnarök) e o futuro do MCU.



2 – CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL

(Captain America: Civil War, 2016. Direção: Anthony & Joe Russo. Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely. Elenco: Chris Evans, Robert Downey, Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle.)

002Esse, definitivamente, foi um dos filmes mais aguardados de 2016. Anunciado ainda em outubro de 2014, o terceiro filme da franquia individual do Capitão América dentro do Universo Cinematográfico da Marvel, secretamente denominado de A Sociedade da Serpente até então, iria, na verdade, adaptar um dos arcos mais famosos (se não, o mais famoso) dos quadrinhos da Marvel: a Guerra Civil (ou, como é popularmente conhecido, o momento onde todos os personagens da Marvel saem na mão).

E toda a empolgação não era pra menos: era o momento no qual todos esses heróis da Marvel, com os quais convivemos há anos, finalmente iriam se enfrentar, depois de tantas alfinetadas e ensaios de briga. Assim como em Batman Vs Superman.

E falando em Batman Vs Superman, o embate dos titãs da DC coincidentemente estava com data marcada pra esse ano (BvS estreou em março, e a Guerra Civil estreou no mês seguinte). Ou seja, além de termos DUAS brigas internas, teríamos mais uma briga entre as gigantes Marvel e DC, pra saber quem sabe fazer melhor uma boa briga.

E quando os filmes saíram, o veredito se tornou evidente: a Marvel não erra mais, em nada do que faz.

Guerra Civil é um filme super coeso, dinâmico, divertido, envolvente, empolgante, cativante, muito bem feito. As cenas de ação são fantásticas, bem construídas, e muito bem equilibradas.

Além disso, a participação de todos os personagens foi muito bem executada. Com toda essa quantidade de heróis e coadjuvantes em cena, os riscos do filme incorrer na Síndrome do Homem-Aranha 3/Era de Ultron (muitos personagens pra pouco filme) eram grandes. Mas passou longe disso. Todo mundo teve o tempo necessário em cena, pra não parecer que ficou faltando, ou que foi tempo demais.

E o melhor: o filme já introduziu dois personagens fundamentais para o futuro do MCU, antes dos seus filmes solo chegarem aos cinemas.

A primeira versão do Pantera Negra, um dos heróis mais importantes para a Marvel e para a cultura mundial, veio com tudo. Chadwick Boseman se consolidou de primeira como o Príncipe de Wakanda que carrega um legado milenar do seu país, como chefe e defensor. Com um sotaque africano convincente, motivações reais, e demonstrações de luta impecáveis, T’Challa chegou pra ficar no MCU.

E, claro, como podemos esquecer dele? HOMEM-ARANHA! AINDA NÃO PARECE REAL, MAS É! ELE ESTÁ NO MCU! TEMOS UM HOMEM-ARANHA NO MCU! E ele apareceu perfeitamente em Guerra Civil! Já cansamos de ver (duas vezes) o surgimento do Cabeça de Teia nos cinemas. Por que não pular a origem e colocá-lo direto na ação? EXATO! Ele já entrou de primeira na briga dos titãs, e se garantiu! E o novo intérprete, Tom Holland, conquistou todo mundo. Ele já é a nova cara do Homem-Aranha. E é no MCU! Que sonho!

Na minha opinião, Capitão América: Guerra Civil é a obra-prima do Marvel Studios. Mais que Os Vingadores, mais que O Soldado Invernal, mais que Guardiões da Galáxia. O que torna esse filme o melhor trabalho do estúdio é a destruição. E não estou falando da destruição de cidades, de prédios, de estruturas. É a destruição da aliança entre os heróis. Diante dos nossos olhos, cada herói foi construído, passo a passo. Depois, foram construídos laços entre eles, muitas vezes ameaçados, mas jamais quebrados. E em um filme, eles acabaram com tudo isso, diante dos nossos olhos, de novo. E foi espetacular. Foi incrível. Era o tipo de briga de heróis que a gente queria ver de verdade. E vimos.



1 – DEADPOOL

(Deadpool, 2016. Direção: Tim Miller. Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick. Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, T.J. Miller, Ed Skrein, Gina Carano, Brianna Hildebrand.)

001Time to make some chimi fucking changas!

Era disso que estávamos falando! Depois de anos em desenvolvimento, uma versão cinematográfica fracassada (quem é que costura a boca desse cara?), e muita, mas muita luta, finalmente o primeiro filme solo (e com uma versão decente) do Mercenário Tagarela icônico da Marvel saiu. E É UMA DAS COISAS MAIS INCRÍVEIS DO MUNDO!

É sério: pra onde a gente olha em Deadpool, tudo parece PERFEITO! É uma das melhores utilizações da quebra da quarta parede em cena! Claro, já vimos em várias mídias o artista quebrar esse campo invisível que separa os espectadores da arte, mas não como foi feito em Deadpool. NUNCA como foi feito em Deadpool! O cara até faz uma quebra de quarta parede dentro de uma quebra de quarta parede! Quebra de dezesseis paredes!

E a gente consegue sentir a empolgação do elenco em estar ali, em fazer parte desse projeto tão longo e tão aguardado. Principalmente dele, o cara dentro disso que mais se dedicou pra que Deadpool virasse real: o seu próprio intérprete, Ryan Reynolds.

Reynolds se dedicou pra esse filme como ninguém. Ele está claramente feliz de estar ali, e entrega o Deadpool que sempre sonhamos em ver nos cinemas. É como se a gente sempre escutasse a voz do Ryan quando a gente imaginava Wade Wilson falando de verdade. Ryan Reynolds NASCEU para ser Deadpool.

As piadas foram todas geniais, as referências foram excelentes, as cenas de luta e de ação foram muito bem construídas, os personagens foram bem encaixados em cena, e o diretor, Tim Miller, conseguiu conectar tudo isso em uma só obra de arte, do jeito que os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick (os verdadeiros heróis, como Deadpool lembra) visualizaram.

Entre todos os bons atores do filme, como Morena Baccarin, que fez a Vanessa badass que Wade Wilson merecia, e Ed Skrein, que fez um vilão básico, mas que era o alvo da maioria das provocações de Deadpool (e tinha sotaque britânico), o destaque mesmo (além do próprio Reynolds) foi de T.J. Miller, que interpretou o Fuinha, o eterno parceiro de Deadpool, em várias cenas cômicas e com várias piadas de mau gosto, ajudando, inclusive, a dar o nome que eternizaria o Mercenário como anti-herói.

E além disso, mais que uma prova viva de que um filme de super-herói pode ser para maiores de 18 anos, e ainda assim, fazer sucesso com os críticos e na bilheteria, Deadpool está fazendo história em um setor onde os filmes de super-heróis comumente não fazem: o das premiações.

Em dezembro, Deadpool ganhou dois Critics’ Choice Awards: melhor filme de comédia, e melhor ator de comédia para Ryan Reynolds. E, na manhã seguinte, o filme foi indicado nas mesmas categorias no Globo de Ouro. É tudo a primeira vez aqui: primeira indicação de um filme de super-heróis na categoria principal do Globo de Ouro, primeira indicação de atuação principal pra um filme de super-heróis no Globo de Ouro, e primeira indicação de Ryan Reynolds ao Globo de Ouro.

Com tantas coisas boas em vista, com tantas conquistas, só me resta dizer uma coisa sobre o primeiro lugar do ranking: Deadpool fez história.


 

Meus queridos leitores, é (tudo isso) que eu tinha pra dizer sobre os filmes de super-heróis! Foi um ano surpreendente? Sim! Foi um ano decepcionante? Sim! Mas quem diria que teríamos tudo isso de filmes de super-heróis em um só ano? Foi um overload de referências e fan services pra todo lado, independentemente do filme e da qualidade dele! Foi demais!

E ano que vem tem mais: teremos seis filmes no cinema em 2017! Seis filmes de novo? Parece bom demais pra ser verdade.

Nunca foi tão legal ser fã de super-heróis.

Raphael Mendes

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Um ajudante de super-herói perdido em Tatooine, com várias pedras de metanfetamina.

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