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Esquadrão Suicida ou “Os piores heróis da história”

Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) / Direção: David Ayer / Roteiro: David Ayer / Elenco: Viola Davis, Margot Robbie, Will Smith, Jai Courtney, Jay Hernandez.

Esquadrão Suicida [dropcap size=small]Q[/dropcap]uase não parece que há um ano atrás estava saindo o primeiro teaser de Esquadrão Suicida, especificamente na San Diego Comic Con 2015, e, agora, o filme já está disponível em todos os cinemas do Brasil dividindo o público entre os que gostam e os que não gostam (com blockbusters as estimativas são maiores do que as de outros filmes). Esquadrão Suicida começa a partir do término dos acontecimentos em Batman vs Superman (2016), se é que podemos chamar de “término”, sendo que a expansão do universo cinematográfico da DC Comics está finalmente acontecendo — em ritmo acelerado —, e, o Esquadrão de heróis mais loucos da história marca essa continuação.

Logo de início, vemos a política Amanda Waller (Viola Davis) propor  a formação de uma Força-Tarefa que implica utilizar o serviço de criminosos bem perigosos em troca de redução penal.

Em ritmo acelerado e embalado por uma excelente trilha sonora, os anti-heróis vão sendo apresentados, entre eles: Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), El Diablo (Jay Hernandez), Magia (Cara Delevigne), Katana (Karen Fukuhara), Amarra (Adam Beach) e Crocodilo (Adewale Akinnuoye). Comandados e vigiados pelo oficial Rick Flag (Joel Kinnaman) — afinal estamos lidando com criminosos, né? E qualquer atitude que não seja em prol dessa missão pode leva-los a morte. Talvez isso explique a frase de Pistoleiro (Smith): “Somos uma espécie de Esquadrão Suicida!”.

Esquadrão Suicida

O vilão do filme — que também é a razão da formação do Esquadrão  — não foi revelado nos trailers e é uma das coisas que eu mais gostei. Logo, esperem por uma provável surpresa nesse quesito. Ao passo que a aparição de Coringa (Jared Leto) é quase a de um coadjuvante. Apesar dele não passar desapercebido no filme — por ser um dos personagens mais esperados, comentados e etc. Creio que ele ainda não teve um momento suficiente para mostrar quem ele é de verdade. Claro, jamais julgando a atuação de Leto negativamente. Mas apenas frisando que, muito foi proposto do Coringa nesse filme e pouco foi apresentado. Mas, eu gostei.

Esquadrão Suicida

Dois personagens de grande destaque: Pistoleiro (Smith) e a óbvia Arlequina (Robbie). O Pistoleiro (Smith) divide uma espécie de liderança com o Flag (Kinnaman) e é bem legal conhecer um pouco mais da personalidade dele. Um cara que, apesar de ser criminoso possui uma forte ligação com a filha, algo que enfatiza o tom de bondade que lhe fora atribuído — o que justifica seu espírito de “liderança” no grupo. 

Enquanto a Arlequina (Robbie), creio que foi mais esperada que o Coringa (Jared Leto) e “mais doida que ele”, como disse Amanda Waller (Davis). A Arlequina de Margot Robbie consegue ser muito mais divertida do que propriamente sensual — não que ela não seja em alguns poucos momentos, mas não houve exagero. Margot nasceu para ser a Arlequina tal como Henry Cavill para ser o Superman. 

Esquadrão Suicida

A direção de David Ayer em Esquadrão Suicida permite uma história desenvolvida em flashbacks — o que acho totalmente propício para a proposta desse filme: Primeiramente, pela inserção deles no universo cinematográfico da DC. Segundo, por haver muitos personagens a serem apresentados, não dava para detalhar a vida de todos. E baseado em um contexto de crime e loucura, fica um pouco fácil saber dos seus antepassados. Porém, também nos são apresentados: traumas, complexos, dores, etc. Detalhe, eles trabalham muito bem juntos, o laço de amizade do qual desenvolvem ao redor do longa pode ser muito mais agradável do que se imagina. 

Esquadrão Suicida é um filme bom. Certamente precisa ser assistido para entender a formação do universo cinematográfico da DC que está expandindo rapidamente; e, porque você vai se divertir muito com esses loucos. 

[divider]Trailer[/divider]

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Publicitário, estudante de jornalismo e aspirante a artista. Ama passar o dia com o fone de ouvido, ir ao cinema e andar pela Doca de Souza Franco como se não houvesse amanhã. É Marvete e DCnauta pois, aproveita de tudo.

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  • Will, Who?

    Muito boa sua crítica… mas acho q foi uma nota beeeem generosa. rsrsrs Pra mim acho que uns 75% estaria de bom tamanho… por causa do roteiro, achei meio fraquinho…

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