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ESTRADA DA FÚRIA É O RENASCIMENTO DE UMA TRILOGIA QUE NOS DEIXARÁ FAMINTOS POR MAIS!

Neste ano há dois tipos de filmes que marcarão 2015, Mad Max: Estrada da Fúria e o resto!!! Que filme! George Miller lembrando o porquê de ter recebido o titulo de “visionário” e que isso não pode ser usado de maneira tão leviana.

Para os fãs de Mel Gibson, como eu, acreditem, ele não fez falta neste filme, mas você certamente (e com razão) gostaria de contar com o velho Max nesta película, contudo Tom Hardy dá conta do recado, ele entrega um Max com fôlego renovado e que lembra o sarcasmo do original…

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Em Mad Max: Estrada da Fúria, somos apresentados a um personagem de poucas palavras e atormentado pela perda da esposa e filha e seu destino cruzará com o da Imperatriz Furiosa, numa interpretação inspirada de Charlize Theron com dilemas muito parecidos com os de Max (Tom Hardy): fúria e redenção. E que personagem! Se Linda Hamilton é Sarah Connor, Sigourney é Ripley, Charlize é a Imperatriz Furiosa!

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O filme é um grande clímax. A ação é despejada na sua cara logo nos minutos iniciais e não se perde tempo com historias de origem pra situar o espectador na experiência que é esse mundo caótico e pós-apocalíptico.

Para o fã da trilogia original a sensação vai ser de “volta ao lar”; o mundo é o mesmo, tão sujo e caótico como na epopeia vivida por Gibson. Para aqueles que tiverem contato pela primeira vez com os personagens, a experiência será a mesma, não fará diferença se já os conhecia e tinha a “poeira entranhada na pele”, tudo é visceral do mesmo jeito, um grande espetáculo que irá te seduzir do início ao fim.

Este filme, assim como o original de 1979 tem como premissa vislumbrar como a humanidade iria reagir com a escassez do petróleo, e 36 anos depois vivemos o caos e a histeria coletiva das nações sobre esse mesmo dilema. Em todo mundo pós-guerra nuclear sempre temos a visão de um tirano que governa tudo e a todos com mãos de ferro, aqui somos apresentados a Imortan Joe, um cara insano e perigoso em toda extensão da palavra. Ele é  a encarnação do mal neste filme.

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Um megalomaníaco que vive nos altos do Elise, o “paradisíaco” local onde mantém escravas mulheres cuja função é gerar os seus Warboys, asseclas  jovens e apáticos e mutilados que acreditam na gloria, que os portões de Valhalla irão abraça-los e todos estão prontamente preparados para morrer.

De tempos em tempos, Imortal libera água para os habitantes daquele vale, mantendo-os fracos, submissos e esperançosos. O filme traz em seu cerne uma critica dura as convenções sociais e religiosas. Cada grupo de personagens tem a sua maneira de culto e a origem na esperança metafísica de um mundo melhor para que seja menos insuportável a vida neste plano de existência. Isto mais uma vez fica claro com os War Puppies que sonham encontrar o céu nórdico (Valhalla) e se deliciarem com um Mcbanquete!

Os carros aqui mais uma vez são a representação da decadência de um símbolo de masculinidade. Todos eles são reconhecíveis e grotescos ao mesmo tempo por se tornarem um amontoado de ruínas do que já teve sentido. George Miller assim como Ridley Scott entende bem o conceito de épico pra um filme. Esta tudo no seu devido lugar, personagens, motivações e decadência. Acredite, não vem calmaria depois desta tempestade.

Este Estrada da Fúria vai te esgotar,física e mentalmente, e acredite, não é no sentido ruim da palavra. É visceral, sujo, esquizofrênico e acima de tudo, um filme honesto sobre varias reflexões da vida.

Certamente será o melhor legado do cinema de ação que esta geração presenciou.

“What a lovely Day”.

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Desenhista que atua no mercado profissional de quadrinhos desde 2008. Desenvolve trabalhos como ilustrador para editoras do mercado americano, cursos e oficinas de desenho e integra a equipe de produção do GibiMais.

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