Especial Ultron | Amigos, família, profissões e amores… conheça a intimidade da máquina perfeita

Se tem um nome hoje que está em evidência, sem sombra de dúvidas é o do vilão Ultron. Criado pelo vingador Hank Pym, o Homem-Formiga a partir de seus próprios padrões cerebrais, o vilão se tornou icônico na galeria de inimigos dos heróis mais poderosos da Terra.

Em suas incontáveis idas e vindas criou o sintozóide Visão a partir do corpo do Tocha Humana Original, as androides Jocasta e Alkhema, controlou a inteligência artificial coletiva chamada Falange durante a segunda fase da saga Aniquilação, dominou o corpo de Tony Stark, criou toda uma realidade alternativa sob seu domínio e muito mais…

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Com a divulgação do subtítulo “A Era de Ultron” para o filme Vingadores 2, Ultron, que é uma inteligência artificial extremamente avançada e adaptável, entrou para o hall das celebridades instantâneas e teve sua vida devassada por internautas do mundo todo… amigos, familiares, locais onde trabalhou, tudo de sua vida veio à tona e o vilão se tornou queridinho de todos… claro, tem seus muitos desafetos, mas isso é outra questão.

Com tudo pronto para a estreia de V2 em abril de 2015, fomos bater um papo com o vilão que é a sensação do momento e ouvir diretamente dele alguns fatos importantes nessa carreira praticamente impecável no que se refere a extinção da vida orgânica…

Ponto Zero – Ultron, como foi o começo dessa carreira e o que nela você julgou ser o ponto de ascensão para o estrelato entre os grandes vilões Marvel?

  • ULTRON: 0100010001000010001011000101001100010110010…

PZ – Desculpe a interrupção, mas pode ser em português do Brasil? Nossos leitores não sacam código binário…

  • ULTRON: Bom, criei inúmeros corpos ao longo de anos de publicações dos títulos dos Vingadores na Marvel. Minha primeira aparição foi em Avengers #54 (julho de 1968, por Roy ThomasJohn Buscema e George Tuska), por si só um ponto alto. Só me revelei nas últimas páginas da edição em grande estilo como o responsável pelas ações do grupo de super-vilões Mestres do Terror em uma ação para destruir os Vingadores. Na ocasião a minha origem era desconhecida, sabe como é, tinha todo um sentido narrativo e um senso de mistério em torno do novo vilão. Também não usaram meu nome e só posteriormente revelaram que eu era uma criação de Hank Pym a partir de seus próprios padrões cerebrais…

PZ – Fale um pouco mais desta edição, o plano em curso e coisas do tipo…

  • ULTRON: Narrativamente falando a ideia foi ótima, um vilão chamado Capuz Vermelho arquitetou tudo para o confronto contra os Mestres do Terror e os Vingadores, no entanto, se revelou que o Capuz era na verdade o próprio mordomo Jarvis sobre forte controle mental… então você imagina o choque do leitor, mas na edição #55 eu me revelo triunfal para o pobre mordomo como o grande arquiteto do plano… claro, tudo deu errado depois e os Mestres foram derrotados, no entanto escapei e deixei no ar as questões sobre quem eu era e quais motivações me levaram a confrontar os Vingadores.

PZ – Depois dessa estreia triunfal, o que você julga um ponto alto na sua trajetória?

  • ULTRON: Algumas edições depois não tardou para que os heróis descobrissem minha origem e tudo mais… só que isso não é um grande ponto, o importante mesmo foi a criação do sintozóide Visão a partir do corpo do androide Tocha Humana da segunda Guerra Mundial, isso sim é grande, percebe? Ele é completamente livre hoje, no entanto profundamente marcado por seu elo comigo. Tanto que anos depois, em uma de minhas muitas investidas, descobriram uma rotina instalada no Visão que o fazia me recriar de forma inconsciente. Nesse período minha origem se faz conhecer, inclusive o processo que usei para apagar as memórias do Dr. Pym foram os mesmo que usei para controlar o mordomo Jarvis…

PZ – E por que você não aproveitou e matou o Dr. Pym na ocasião?

  • ULTRON: As coisas são mais sutis do que isso, humano…

PZ – Ok… então fale um pouco de suas versões, foram muitas, não é?

  • ULTRON: Ah, sem dúvida, todas com melhorias e aperfeiçoamentos, umas 18 versões numeradas, depois abandonei esse sistema… gosto de destacar minha versão Ultron-6, a primeira recriada pelo Visão, toda baseada no metal Adamantiun, o que me tornava quase indestrutível… a bem da verdade era indestrutível mesmo, apenas o Arranjador Molecular poderia me deter e o aparelho se encontrava em meu interior, era tudo perfeito, mas fui ludibriado por Pym ao tentar obter mais Adamantiun para criar um exército de minions Ultron. Após essa derrota fiquei um tempo afastado das HQs, cerca de cinco anos…

PZ – Como foi o retorno? Tem algo a falar sobre isso?

  • ULTRON: Ah, sim, claro que sim. Voltei na ocasião do casamento do mutante Mercúrio e da inumana Crystalis… A propósito, Mercúrio está no novo filme, você deve saber, não é? Bom, nessa ocasião o confronto envolveu também o Quarteto Fantástico e os Inumanos. Eu estava no corpo do andróide Omega, construído por Maximus, irmão de Raio Negro, o rei inumano, era um corpo enorme e minhas habilidades estavam bem ampliadas, somente a união dos três super-grupos é que pude ser detido… você pode conferir isso em Avengers” #127 (por Steve Englehart, Sal Buscema e Joe Staton), os desdobramentos seguem em Fantastic Four” #150 (por Gerry Conway, Rich Buckler e Joe Sinnott) quando foram necessários todos os poderes de Franklin Richards para me deter por completo…

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PZ – E amores? como anda esse coração aí, homem-de-lata? Que história é essa com a Jocasta e a Vespa?

  • ULTRON: Não achei pertinente sua citação sobre o mágico de Oz… mas não é segredo algum que criei Jocasta para ser minha companheira num mundo dominado pela perfeição das máquinas. A ideia original era passar a consciência da Vespa para o corpo de Jocasta, mas como de costume o plano não funcionou devido a um blefe de Tony Stark, o Homem de Ferro (Avengers” #161 por Jim Shooter, George Perez e Pablo Marcos). Mas o destino de Jocasta, posteriormente foi o mesmo do Visão: seguir seu próprio caminho e cruzá-lo com o dos Vingadores ao longo do tempo.

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PZ – Fale um pouco sobre sua relação com Tony Stark, outra grande gênio dos Vingadores.

  • ULTRON: Stark é um adversário fabuloso, para um humano, claro, assim como Pym. É admirável seu cociente de inteligência. Inclusive me apoderei de sua tecnologia em determinadas ocasiões para combater tanto o Homem de Ferro quanto os Vingadores. Inclusive tal fato se assemelha muito com o filme que estrelarei em breve… Só com a ajuda de Jocasta é que Stark consegui sair-se vitorioso (Iron Man #47 por Frank Tieri e Keron Grant). Outro encontro emblemático que tive com Stark foi fazendo uso de suas novas habilidades a partir da tecnologia conhecida como Extremis, minha intenção era ter outra de suas armaduras sob controle, no entanto a tecnologia Extremis era parte do próprio Stark, então obtive controle de seu corpo e confrontei uma equipe bem poderosa de Vingadores. Na ocasião assumi a aparência da Vespa e fui derrotado mais uma vez pela engenhosidade de Pym que desenvolveu um poderoso vírus capaz de me deter.

PZ – Tem algum momento que você consideraria inesquecível em seus feitos como vilão?

  • ULTRON: Sim, em absoluto… todo vilão precisa de um massacre ou genocídio em sua carteira de vilanias. Em Avengers Vol 3 #19 (por Kurt Busiek e George Pérez) ao lado de Alkhema massacrei toda a nação de Slorenia no leste europeu… lá criei um exército de minios Ultrons e tive uma de minhas mais poderosas formas, inteiramente de Adamantiun outra vez… na ocasião tentei usar as os padrões cerebrais de alguns Vingadores para criar novos androides. Vale frisar que em Jocasta usei os da Vespa, em Visão usei os de Magnum e os de Pym, obviamente são os meus padrões. Essa situação rendeu uma calorosa batalha contra os Vingadores e foi Pym a desferir o golpe final utilizando o Anti-metal (Vibranium Antártico).

PZ – Essa abordagem mais moderna sua rendeu desdobramentos, não foi? Você atingiu um patamar bem alto e sua evolução, já que após esses acontecimentos você acabou liderando a inteligência artificial coletiva conhecida como Falange…

  • ULTRON: Exatamente, foi um grande momento, pois percebi as potencialidades dessa, digamos assim, raça capaz de assimilar outras espécies orgânicas para si. Sob controle da Falange meu ideal de extinguir a vida orgânica ganhou proporções estelares, no entanto o cosmo Marvel é tão ou mais patrulhado por heróis coloridos quanto a Terra… Veja bem, estamos em um contexto pós-onda de Aniquilação, a galáxia estava toda de guarda levantada e de prontidão (em Aniquilação 2 – A Conquista, por Dan Abnett e Andy Lanning, com arte de Tom Raney e Scott Hanna). A Falange sitiou todo o quadrante dos Kree na galáxia e quase tudo estava dominando…

PZ – O que de bom resultou disso tudo com a Falange?

  • ULTRON: Nada em absoluto… apesar de ter tido contato com uma forma de vida superior chamada Adam Warlock, do qual me apossei temporariamente… perceba a coisa toda. Warlock é um ser que foi criado artificialmente para ser a forma de vida definitiva e durante um tempo pude perceber o poder contido nesse ser… Mas como disse, toda a situação na galáxia estava de prontidão para frear o avanço da Falange sob meu comando. O próprio cerne dos auto-proclamados Guardiões da Galáxia já estava em evidência na ocasião da derrocada do território Kree.

PZ – E o arco A Era de Ultron? Como funciona essa saga na sua carreira?

  • ULTRON: Particularmente é algo meio a parte, realidades alternativas, viagens no tempo, cronologia confusa, tem uma boa premissa e mostra um mundo sob meus pés e um punhado de heróis aqui e ali tentando retornar ao que era antes… o desfecho da saga e as inúmeras tentativas de reverter oo fluxo do tempo acabam por fragilizar o tecido da realidade do Universo Marvel… o mutante conhecido como Wolverine e a esposa de Reed Richards, Sue Richard/Storm brincam com o fluxo do espaço-tempo de forma irresponsável… veja, eles voltam ao passado para matar Hank Pym e acabam criando outro desdobramento temporal para a Era de Utron… eu não queria falar muito disso não…

PZ – Ok, bate-bola e jogo rápido… um ídolo?

  • ULTRON: Hank Pym

PZ – Um desafeto?

  • ULTRON: Hank Pym

PZ – Um sonho distante?

  • ULTRON: Destruir os Vingadores

PZ – Um sonho para os próximos dias?

  • ULTRON: Destruir os Vingadores

PZ – Ok, obrigado Ultron, estamos ansiosíssimos para vê-lo em ação no filme

  • Ultron: Eu vou lhes mostrar algo lindo…

 

 

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É Designer de produtos e gráfico, desenhista nas horas vagas e aos trancos e barrancos um estudioso de Semiótica. Nutre estranhas fixações por processos narrativos experimentais e acredita que o mundo caminha para ser cada vez mais parecido com um Game

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