Thor | E os dignos terão o poder…

“Todo aquele que empunhar este martelo, se for digno, possuirá o poder de Thor.”  É esta a inscrição em uma das faces do martelo de Thor, o deus nórdico do trovão…

Desde quarta-feira, 1 de outubro, um Thor totalmente novo vai portar o poder do Mjolnir, uma das armas mais poderosas da mitologia nórdica e do Universo Marvel. Jason Aaron e Russell Dauterman introduziram uma deusa do trovão para o próximo arco do título Thor.

Antes que começa toda aquela choradeira sem sentido adiantamos: não, o Thor não vai virar mulher, o que vai acontecer é que o filho de Odin se tornará indigno de portar seu poderoso martelo… o motivo? leia a saga que começou a ser publicada na última quarta e tire suas conclusões, oras…

Sim, é uma grande mudança. Se você é fã da Marvel Comics há muito tempo, sabe que de tempos em tempos temos visto outros personagens emounharem o martelo de Thor e abaná-lo um pouco, mas isso ainda é um pouco diferente daquelas histórias. Nós nunca vimos uma personagem feminina. Não basta pegar o martelo [e] ser digno dele, mas levá-lo por um longo período de tempo. Então é isso que começa em Thor #1 – Este é o começo do novo status quo para Thor nas páginas do Universo Marvel.

(Jason Aaron para o Comic Book Resources)

thor-coverO arco que se iniciou recentemente faz parte de um conjunto de publicações que visa sacudir o status quo do trio central do qual orbita atualmente grande parte do Universo Marvel (UM): Capitão América, Homem de Ferro e Thor (relembre AQUI).

O arco envolvendo o Filho de Odin começa cheio de alguns mistérios na típica trama cujo foco central é saber os motivos pelo qual Thor se torna indigno de portar seu martelo de um lado e sobre a misteriosa identidade da nova portadora do poder do deus do trovão.

Ao longo de seu arco, o escritor obviamente vai dando pistas e orientações sobre a identidade de sua personagem para deixar o leitor atiçado e, com absoluta certeza, muitas destas pitas são falsas para conduzir a pontos desconexos… Também vão surgindo ao longo do percurso narrativo as questões sobre o que e como Thor se tornou indigno do poder do Mjolnir.

O recurso do mostra-esconde em torno da identidade de um novo personagem ou de um mistério narrativo não é novo e nem excelente, mas se for utilizado com cuidado e conduzido de forma coesa, com uma lógica narrativa bem amarrada, as chances de termos um arco instigante são grandes, já que o arco inicial de Aaron com o deus do trovão no início da fase Marvel Now foi ótimo, com uma narrativa bem intrincada em três linhas temporais se entrelaçando, se misturando e se complementando mutuamente no passado, presente e futuro do personagem Thor.

A arte de Dauterman é limpa mas bem detalhada e empresta ao título um clima mais vivo e com uma colorização forte com cores vibrantes, o que dá um contraste bem grande com a arte de Esad Ribic no arco anterior, cheio de sombras densas, ambientação claustrofóbica e obsucra.

Thor #1 deixa a estreia de sua grande estrela para as páginas finais, deixando todas as anteriores ainda a cargo do Odinson e suas vicissitudes com o Mjolnir, gigantes de gelo e o retorno de seu pai do exílio auto-imposto tempos atrás e fileiras de inimigos prontos a se erguer contra o personagem em seu momento de fracasso que, mesmo sem sua arma ainda está envolvido em suas atividades heroísticas.

Galeria

Thor #1

  • Roteiro: Jason Aaron
  • Desenhos: Russell Dauterman
  • Capas: Russell Dauterman, Frank Martin, Sara Pichelli, Laura Martin, Esad Ribic, Andrew Robinson, Alex Ross, Fiona Staples, Skottie Young
  • Editora: Marvel Comics
  • Preço de capa: $ 3,99
  • Lançamento: Qua, 01 de outubro de 2014
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É Designer de produtos e gráfico, desenhista nas horas vagas e aos trancos e barrancos um estudioso de Semiótica. Nutre estranhas fixações por processos narrativos experimentais e acredita que o mundo caminha para ser cada vez mais parecido com um Game

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