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Street Fighter – Assassin’s Fist: Agora, eles foram ao encontro do(s) mais forte(s)… Nós!

(Texto livre de SPOILERS)

 

Era uma vez um dia em que fomos pegos de surpresa por um curta baseado em, nada mais nada menos que, o lendário jogo da Capcom “Street Fighter”, onde um vídeo de mais de 3 minutos de duração provou definitivamente que sim, um filme baseado em game de luta com fidelidade e qualidade é possível. Eis que, cerca de três anos depois, está entre nós o resultado daquele repentino sucesso: a web série “Street Fighter – Assassin’s Fist”.

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Co-produzido e “distribuido” pelo canal Machinima no You Tube (também responsável por Mortal Kombat: Legacy), a web série conta em 12 episódios a história de Ryu (Mike Moh), Ken (Christian Howard), seu treinamento árduo para dominar as técnicas do estilo “Ansatsuken Karate” por seu mestre, Gouken (Akira Koieyama) e a origem do temido Gouki/Akuma (Gaku Space/Joey Ansah).

Antes mesmo de qualquer que seja a crítica negativa é bom que se diga que essa produção pequena, é composta por pessoas dedicadas, talentosas e, acima de qualquer coisa, que amam Street Fighter. Cada um ali tem mais de uma função nesse projeto. Por exemplo, Christian Howard, que além de interpretar o Ken, co-roteizou, produziu e trabalhou na campanha de marketing junto ao canal Machinima. Joey Ansah (Akuma) dirigiu a web série inteira e cuidou da parte física dos atores, Mike Moh (Ryu) ajudou no roteiro, cuidou da fotografia e da composição das coreografias de luta. E pra finalizar, entre uma cena e outra como Gouken, Akira Koieyama ajudou na trilha sonora e cuidou da CGI.

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A princípio, a produção nos chama a atenção pelo extremo realismo e fidelidade visual com o jogo. A fidelidade é tanta que claramente vemos o desconforto do ator que interpreta Ken com seu aplique de cabelo, por exemplo, que não ficou tão bem em live action, mas está IGUAL à versão mais jovem do personagem visto no jogo “Street Fighter: Alpha” (Zero no Japão). No entanto, esses pequenos detalhes vão muito além da pura e simples aparência física. A personalidade de cada personagem foi incrivelmente bem retratada em tela. Acreditem, até mesmo os golpes desferidos pelos personagens são exatamente iguais aos jogos. O combo chute forte + rasteira + hadouken está lá sem tirar nem por. Shoryuken, Tatsumaki Senpuu Kyaku idem. Até as posturas de combate foram bem adaptadas. Sem esquecer da presença das músicas clássicas com novos arranjos em cada momento marcante dos episódios. Detalhes que só quem jogou irá reconhecer. Enfim, é Street Fighter sendo Street Fighter, mas agora em outra mídia.

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Por falar em Hadouken, tenho que advertir que muitos marmanjos irão chorar litros, pois a famoso “combo original” é lindo de se ver em tela. Ele é quase um personagem a parte. Basicamente, o Hadouken é o estágio final de treinamento do estilo Ansatsuken, que de tanta dificuldade, força alguns personagens a recorrer à arte secreta “Satsu No Hadou”. Arte secreta essa que justamente liga Ken e Ryu ao grande vilão Akuma.

A série se preocupa em agradar a todos os públicos, ambientando tanto os não iniciados em “Street” mas que são fanáticos por séries quanto o público que só conhece o jogo, e não costuma acompanhar seriados. O roteiro é surpreendentemente bom, porém, já prevejo algumas reclamações quanto à escolha, por parte da direção, em abordar tanto – ou mais – a origem de Akuma que os personagens principais. Mas devo dizer que sim, ela foi necessária. Todos sabemos como Ryu e Ken entraram no torneio, mas Akuma, até hoje, é pura especulação. Essa escolha resultou em um acréscimo de carga dramática e profundidade à trama. A linha do tempo intercala entre o presente e o passado de todos personagens, ligando aos poucos um a um, sem pressa e sempre esperando o momento certo para dar o passo seguinte.

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A temporada já está toda disponível pelo canal Machinima, porém, sem informações de quando será produzida a segunda temporada. Creio que não demorará para termos mais informações, já que ela está sendo muito bem avaliada. Só pelo esforço dessas pessoas, já merecem antecipadamente ter seus trabalhos reconhecidos. Porém, eles foram mais além, nos entregaram um material de qualidade, entregaram o que todos os fãs de Street Fighter sempre quiseram, o encontro do homem com a natureza, a colisão força x técnica, para definir quem é o melhor. Não sei vocês, mas já estou pronto para o segundo round!!!

 

FICHA TÉCNICA

Nome Original: Street Fighter – Assassin’s Fist

Direção: Joey Ansah

Roteiro: Joey Ansah & Christian Howard

Elenco: Mike Moh, Christian Howard, Akira Koieyama, Gaku Space, Hyunri Lee, Togo Igawa, Mark Killeen, Hal Yamanouchi

País: Inglaterra

Idiomas: Japonês e Inglês

Ano de produção: 2013/14

Página oficial: www.streetfighteraf.com

Facebook: facebook.com/streetfighterAF

Twitter: @SFAFofficial

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Diego é Engenheiro de Telecomunicações de formação, gamer, leitor de quadrinhos renegado, e acredita que um Hadouken bem aplicado sempre resolve as coisas.

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