A nova geração, na palma da mão – Parte 1: Xbox One

Meses após os lançamentos do PlayStation 4 (Sony) e Xbox One (Microsoft), os gamers continuam com aquela velha questão: comprar ou esperar? Ficar na expectativa de um futuro promissor das plataformas ou correr o risco por querer estar na vanguarda?

Neste primeiro texto, vou pontuar os prós e contras do Xbox One com os olhos de quem já está assumindo esse “risco” de forma antecipada, visando não a indicação de qual comprar, mas o que mais se adequa ao seu estilo.

Xbox One fora da “caixa”

A caixa na cor verde salta à vista logo de cara, o conteúdo idem. Ao abrir, temos a principio o Kinect 2.0, cabo HDMI 2.0, cabo de força, fonte, manual rápido, um controle, pilhas AA alcalinas, um headset para voz, um voucher da Live Gold para 7 dias e claro, o console Xbox One.

#Prós: Conteúdo bem apresentável, caixa pesada, dando a sensação de um bundle bem completo.

#Contras: Falta de um manual de instruções completo. Isso pode complicar a instalação e uso do sistema para algumas pessoas.

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Xbox One | O hardware

Ao contrário do que muitos dizem ou pensam, o console é muito bonito e não é nada parecido com um VHS. O console é cercado de sensores para ligar e ejetar, no entanto, na parte lateral, ele possui um ejetor de arranque, para caso você esqueça de ejetar o disco antes de desliga-lo.

O console possui uma excelente vantagem em relação aos seus concorrentes: entradas bem localizadas. Compõem o XOne 3 entradas USB 3.0 (sendo uma lateral e duas traseiras), entrada ótica, entrada de força, uma entrada exclusiva para o Kinect 2.0, leitor de Blu-ray e DVD, e o diferencial na minha opinião, HDMI de entrada e saída com suporte para 1080p e 4K. O console foi vendido como uma central de mídia, e ter essas entradas, pode ser um grande atrativo para quem é louco como eu, em conectar tudo em todos os dispositivos possíveis.

O controle segue o padrão do Xbox 360, porém, mais ergonômico, mais pesado e com a grande novidade, de que os gatilhos LT e RT agora vibram independentemente. O controle continua usando pilhas, porém, recomendo a compra do Charge Kit, se livrando definitivamente do uso de pilhas.

A duração da carga com pilha é de até 24 horas (jogando ininterruptamente) e cerca de 8 horas com bateria. Outro ponto positivo é que, tanto com pilhas recarregáveis quanto com a bateria, é possível recarregar o controle no console em modo stand by.

Uma das preocupações dos compradores, sobretudo de quem mora em lugares quentes, é a temperatura do console. Nesse caso, fiquem tranquilos, pois o Xbox One, além de ter uma grande abertura de ventilação (praticamente metade do console), ainda conta com a fonte externa. É possível jogar por muitas horas sem alterações grandes na temperatura.

#Prós: Console visualmente atraente, design moderno seguindo bem a identidade visual da Microsoft. Conexões muito bem dispostas e facilita a composição de um Mídia Center.

#Contras: Apesar de não ser tão grande, ele ocupa uma boa área na estante. A fonte é bem grande e pode dificultar na hora de organizar a disposição do console.

Xbox One | A arquitetura do sistema

O Xbox One é composto por GPU: chip D3D 11 com 32 MB de memória, arquitetura nativa de 64-bit, 8 GB de memória RAM DDR3, HDD de 500 GB para o armazenamento de dados.

A princípio, não é difícil se acostumar com o sistema do console, é até mais rápido e dinâmico que o Xbox 360. No entanto, o sistema peca em querer forçar o uso do Kinect, ao mesmo tempo que não te ensina com facilidade como fazê-lo.

Outra coisa que me incomodou bastante, é o fato de que, para acessar um menu de configuração de áudio, por exemplo, você tem que passar por outros três menus até chegar nele. Coisa que poderia ser resolvida simplesmente com uma dashboard em cascata.

Já o acesso à Live é excelente. Tudo está a praticamente um click de distância. Inclusive dentro do jogo. Um leve toque no botão do sistema do controle, e você tem acesso fácil a tudo.

Mas de todos os aspectos negativos, o que mais pode irritar os donos do XOne, é a bendita instalação obrigatória dos jogos. É mais lenta e demorada até que o PS3.

É verdade que agora você pode jogar enquanto tudo é instalado, o problema é que em jogos como Ryse ou Forza 5, essa instalação se dá em dois tempos: primeiro instala o jogo, e depois ele atualiza. De todas, a pior experiência que eu tive foi justamente com Ryse. Demorou nada menos que 5 horas, entre instalação e atualização. Por tanto, esteja preparado para enfrentar isso.

#Prós: Nova dashboard, porém levemente baseada no Xbox 360. Acesso fácil e rápido pelo controle.

#Contras: Sistema um pouco complicado de se aventurar. Obrigatoriedade de instalação, bem como atualização. Uso do Kinect 2.0 é dispensável.

Xbox One | O Kinect 2.0

Sim, ele está melhor, mais sensível e responde bem aos comandos, tanto de voz quanto físicos, que o anterior, mas indo direto ao ponto, jogadores hardcore vão ter pouco uso do aparelho. Alguns jogos como Ryse: Son of Rome a Forza 5, até que usam o dispositivo de forma tímida, mas limitam-se apenas a dar ordens aos seus soldados ou se mexer dentro do cockpit. O uso no console é falho na maioria das vezes quando precisa, e ativa quando não deveria.

Após a recente atitude da Microsoft em retirar o dispositivo do bundle apartir de junho, entende-se que o Kinect 2.0 é algo a ser dispensado. O ponto positivo é que com a redução de 100 USD (de U$ 499 para R$ 399) o console voltará a competir no mercado, e se equiparando, pelo menos em valores, ao PS4. Mais um motivo para adiar um pouco a compra.

#Prós: A sensibilidade aumentou de forma considerável e até a cadência do sensor do dispositivo diminuiu, exigindo ainda menos espaço para ser utilizado.

#Contras: Pouco funcional na grande maioria dos jogos lançados até então. Ocupa um espaço desnecessariamente.

Xbox One | Os Game Sellers

À disposição, temos os jogos Ryse: Son of Rome, Dead Rising 3, Forza Motorsport 5, Titanfall e Thief, além de ports como Tomb Raider: Definitive Edition, Call of Duty Ghosts, Assassins Creed: Black Flag e Battlefield 4.

Desses exemplos, nenhum pode ser considerado verdadeiramente como jogos com cara de nova geração. Tecnicamente são bons, mas com os mesmos vícios dos jogos da geração passada. Mesmo assim, dentre esses exemplos, Ryse é o que mais se sobressai, tecnicamente falando. O jogo da Crytek explora vários quesitos do Xbox One, como gráficos, controles, efeitos sonoros e de iluminação, e o Kinect.

#Prós: Maior cartela de jogos em relação ao seu concorrente principal, PS4.

#Contras: Poucos jogos exclusivos em vista. Destaques ficam para Halo 5 e Quantum Break, porém, este último, sem data definida para lançamento.

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Xbox One | E o Futuro?

Minha aposta é que a Microsoft irá passar o mesmo que a Sony passou na geração passada, pois deverá descer do salto e reconquistar o consumidor. Foi lindo ver a Sony, após perder uma boa parcela do mercado, rever toda sua estrutura mercadológica e começar tudo, praticamente do zero.

Ao contrário da Sony, que demorou longos 2 anos para começar a reparar seus erros, a Microsoft percebeu isso muito cedo e a tendência é parear com sua maior rival ainda nesse ano. Dificilmente em consoles vendidos – ainda – mas em número de adeptos.

Estamos há poucas semanas da E3 2014 (Electronic Entertainment Expo) e teremos a oportunidade de ver não apenas jogos e novas propriedades intelectuais, mas o anúncio da nova estratégia da Microsoft para voltar a ser líder de mercado.

Portanto, é bom ficar muito atento a tudo isso, pois considero esse um fator preponderante para a decisão de em qual console investir.

No próximo texto, será a hora e a vez das minhas impressões sobre o PS4.

 

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Diego é Engenheiro de Telecomunicações de formação, gamer, leitor de quadrinhos renegado, e acredita que um Hadouken bem aplicado sempre resolve as coisas.

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