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Editorial – No ar e de volta outra vez…

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Acho que foi o professor Charles Xavier que disse uma vez algo mais ou menos assim: tudo aquilo que não se transforma ou muda, se estagna e morre… e assim chegamos a mais um ponto de virada na ainda curta trajetória do Ponto Zero, ou mudávamos ou morreríamos. Simples a solução: mudamos.

Mudamos de cara, mudamos de layout (de novo) e continuaremos a mudar coisas ao longo do caminho. De 2010 para cá, contabilizando mudanças realmente significativas, esse é nosso terceiro layout, isso, claro, contando nosso querido e saudoso PZ Beta que foi utilizado lá no começo cheio de restrições e até mesmo com alguns bugs, mas nada que não fosse resolvido ao longo do caminho para que o site pudesse ser o que estava sendo proposto: revista eletrônica.

Claro, além de visual a linha editorial era constantemente alterada, revista, ampliada, reduzida e  o que funcionava bem ficava e o que não tinha muito apelo ou voz dava lugar a outra proposta, ou simplesmente ia embora e nada entrava ali no lugar justamente por não haver necessidade.

Tivemos parceiros, muitos, todos importantes para o crescimento do PZ como proposta sólida e coerente com nosso slogan. A maioria delas teve seu propósito e nos sentimos agradecidos por cada vez que um parceiro chegava, ficava um tempo conosco e depois ia seguir outro caminho, a vida é assim, nada é para sempre.

Foi assim também com nossa equipe, muita gente passou por aqui de 2010 até esta nova retomada, agradeço a todos de coração por arriscarem a própria pele nessa empreitada de muito trabalho e nenhum retorno de curto prazo. Todos foram essenciais para que a plataforma se construísse e firmasse sua identidade que, mesmo em constante mudança, acabou gerando suas constantes universais. Valeu pessoal, sei que vocês estão por aí fazendo coisas maravilhosas também e realizando sonhos tão ou mais complicados que o PZ. Ele é e sempre será um pouco de vocês também.

As mudanças que estão concluídas nesse ciclo se iniciaram aos 45 do segundo tempo de 2013. Ano difícil e que já havia começado fruto de outra mudança que foi justamente eliminar toda a versão anterior do site para migrarmos para uma plataforma mais ágil e dinâmica, que permitisse melhor integração com o demônio das redes sociais e todas essas coisas de marcar esse terreno movediço e viscoso que vocês conhecem. E avançamos para o atual estágio depois de algumas reuniões virtuais e presenciais nas quais decidimos recuar entre o fim de 2013 e o começo de 2014 para ajustar a casa novamente.

Nossa parada foi estratégica para rever a linha editorial mais uma vez, reorganizar a equipe, traçar prioridades e firmar novas parcerias para esse novo ciclo que vai até a próxima mudança que, já sabemos, vem hora ou outra mais para frente.

Ponto Zer0Aqui eu poderia levar linhas e linhas para falar da singularidade de cada coluna do site, mas não vale a pena, acredito que cada uma delas fala por si mesma e dispensa qualquer apresentação, o leitor de textos web está acostumado a todo tipo de site e blog, fazer esse tipo de apresentação é querer super-valorizar a plataforma em detrimento da inteligência do leitor, não precisamos disso e nem vocês.

A cada mudança dessas que foi antecedida por uma parada estratégica, encaramos o nosso caminho como se fosse sempre uma novidade a ser explorada com aquele requinte das coisas novas, como quando descobrimos uma nova banda da qual gostamos, ou quando pegamos um gibi e ali tem um desenhista fantástico que dá formas a um roteiro ímpar, ou quando estamos assistindo aquele filme pelo qual esperamos ansiosos pela estréia… é, é essa sensação mesmo que te veio a mente agora, a mesma quando começamos a jogar um novo game ou diante do palco no qual se desenrola uma peça de teatro.

Bom, é isso… é assim, mudamos e mudaremos sempre, isso faz parte de nossa identidade, faz parte do nosso trabalho, porque se pararmos de mudar, se nos acomodarmos em nosso lugar de conforto e acharmos que a partida já está ganha e que não há nada de novo a ser fazer, então seria melhor nos retirarmos de cena como muitos já fizeram nesses anos de 2010 até aqui. E não, não vamos nos retirar de cena.

Por fim, para dar o ponto final nesse primeiro editorial de 2014, agradeço imensamente a força, a ajuda, as dicas, a paciência e as lamúrias trocadas com o amigo e parceiro Jorge Trindade do Pencil Blue Studio, a parceria mais duradoura e mais frutífera dessa nova fase do PZ que foi firmada lá atrás durante a organização do evento GibiMais. Ali, acima de tudo, além da parceria, firmamos uma grande amizade forjada no fogo do calor escaldante do Sol que arder sobre Manga City (tão ou mais severo quanto as malditas fornalhas de Apokolips). Foi o olhar externo e da experiência com seu Estúdio de Agenciamento de desenhista que e de quem já passou por uma penca de coisas nessa vida que o Jorge deu largos passos para o ponta pé inicial dessa nova fase. Havíamos chegado numa bifurcação complicada e planos foram feitos e refeitos exaustivamente, onde praticamente tudo, sem intenção de trocadilho infame, foi construído do ZERO.

Não vou me estender mais, tem muita coisa para fazer e o tempo, como diz a música, não pára. Prevalece ainda e sempre o conceito do que é o Ponto Zero e do conceito por trás disso, aos que não esqueceram, valeu a força, aos que não lembram mais, aos poucos vamos avivando esse memória com toda a qualidade de sempre.

 

E vamos adiante, partindo de mais um Ponto Zero e indo sempre em frente na busca por novos desafios.

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É Designer de produtos e gráfico, desenhista nas horas vagas e aos trancos e barrancos um estudioso de Semiótica. Nutre estranhas fixações por processos narrativos experimentais e acredita que o mundo caminha para ser cada vez mais parecido com um Game

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