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Mais uma controversia envolvendo a Dc Comics, agora por pagina de concurso de Arlequina

 

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No ultimo dia 5 de setembro a editora DC Comics lançou um concurso que busca novos talentos do desenho, o objetivo é desenvolver uma pagina-teste para a edição Harley Quinn #0, contudo o roteiro da pagina em questão acabou gerando uma polêmica justificada.

 

A página em questão retrata a personagem em diversas situações limites buscando o suicídio, contudo, no ultimo quadro, a personagem aparece em uma banheira com vários aparelhos elétricos suspensos por uma corda prestes a “dar cabo” de sua vida, e para aumentar a polemica está nua, o que muitos podem interpretar como uma glamourização da cena.

 

O artista Phillip M. Jackson divulgou sua pagina de resultado na rede e imediatamente atraiu os olhares de instituições que combatem o suicídio (the American Foundation for Suicide Prevention, American Psychiatric Association e National Alliance on Mental Illness ), as mesmas declararam estar decepcionadas com o conteúdo do roteiro da pagina em questão e da falta de sensibilidade da editora DC Comics em aproveitar uma oportunidade como esta do concurso para passar uma mensagem positiva aos jovens que leem estas revistas.

 

“Em nome das dezenas de milhões de pessoas que perderam um ente querido para o suicídio, este concurso é extremamente insensível e potencialmente perigoso. Sabemos com base em pesquisas que representações gráficas e sensacionalistas de suicídio podem contribuir para a propagação da ideia.”

 

Jimmy Palmiotti que é o roteirista da nova série da Harley Quinn declarou que: “A intenção do roteiro é retratar situações limites de forma cômica como vistas no universo Lonney Tunes ou na revista Mad

 

A DC Comics tentou se justificar explicado que:

“O objetivo da busca de talentos era permitir que novos artistas tivessem a oportunidade de desenhar uma única página de uma história de 20 páginas. Fiel à natureza do personagem, toda a história é cartunesca no modo como Harley Quinn rompe a quarta parede (é um conceito de teatro, é como se houvesse uma parede imaginária que separa o palco do público, na antiguidade os atores nunca interagiam com a plateia, aí o conceito se expandiu para outras mídias de apreciação passiva como cinema, literatura e quadrinhos, atualmente quem mais tem rompido isso são os games justamente por permitirem a quase entrada do jogador no ambiente por trás da quarta parede) e satiriza as próprias cenas em que aparece. A DC Entertainment pede sinceras desculpas a qualquer um que possa ter interpretado a sinopse da página como ofensiva e por não fornecer claramente todo o contexto da cena dentro do escopo completo da história”.

 

O grande problema deste tipo de situação é que a pagina em questão faz parte de um contexto maior, mas justamente por isso e por estar sendo analisada de forma fragmentada em detrimento ao seu sentido inserido no roteiro completo, ela pode ser interpretada de uma forma totalmente diferente da mensagem principal que o roteirista gostaria de passar para o publico.

 

O que se deve analisar com este ocorrido é que a pessoa que recebe a informação pode interpretar da forma que bem entender qualquer assunto abordado, e isto está ligado principalmente a sua bagagem de vida, o que as instituições reivindicam é plausível e justificado, em tempos em que tudo esta interligado em tempo real, há uma necessidade redobrada em analisar o conteúdo que você quer propagar, pois quando ele estiver fora de seu controle e cair na web, será consumido das mais variadas formas e pode assumir inúmeras conotações, positivas ou não.

 

Segue a pagina de Phillip M. Jackson:

 

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E então galera, o que vocês acharam? Tem mesmo motivos para alarde? Tem um tanto de planejamento nessa polêmica? Os quadrinhos ainda tem tanta influência assim sobre os jovens atualmente? Vamos romper a quarta barreira também, comente aí e nos diga o que achou disso tudo.

 

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É Bacharel em Psicologia, porém optou por sua grande paixão trabalhando como ilustrador e quadrinhista. É sócio do Pencil Blue Studio e Ponto Zero, podendo assim viver e falar do que gosta: quadrinhos, cinema, séries de TV e literatura.

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