Halo: Combat Evolved – Uma década depois

O ano era o já distante 2001. Início de um novo século ainda cheio de surpresas e novidades em vários campos da cultura humana, a internet se firmava forte no cotidiano das pessoas, o computador deixou de ser um utensílio de luxo e passou a coexistir com eletroeletrônicos residenciais comuns para atender demandas de pesquisa, trabalhos escolares e profissionais, passou em definitivo para o campo das necessidades reais e práticas de uma vida já híbridizada entre real e virtual.

halo-combat-evolved-pc-retail-boxA chamada era digital já estava implantada na estrutura da sociedade e o entretenimento estava seguindo o mesmo rumo, cada vez mais digital e mais virtualizado do que nunca.

Neste mesmo ano a empresa dominante no mercado de sistemas operacionais para computadores, Microsoft, lançava-se num arriscado salto no já concorrido mercado de consoles doméstico pondo no mercado sua primeira plataforma, o XBox no dia 15 de novembro de 2001 para disputar mercado com os consoles da Sony e da Nintendo, respectivamente Playstation 2 e Nintendo GameCube.

Em 15 de novembro de 2001 também era lançado o game Halo: Combat Evolved que introduzia os jogadores num futuro distante no ano de 2552 onde a raça humana já havia conquistado outros mundos e, claro, colonizado-os ao seu contento.

Mas, e sempre há um mas, nós não estávamos sozinhos no universo e descobrimos isso da pior maneira ao cruzarmos nosso caminho estelar com o do Covenat (O Pacto), um conglomerado de raças alienígenas extremamente avançado e perigoso, cujo fanatismo religioso em torno de um misterioso artefato colocava em risco a existência de todas as colônias humanas espalhadas pela galáxia.

Nossa espécie estava levando, como de costume, uma bela surra nas investidas do Covenant desde os primeiros contatos até o ponto em que foi preciso mais do que humanos para superar a tecnologia e a ferocidade dos inimigos.

O exército humano começa a desenvolver pesquisas para criar super-soldados capazes de rivalizar com as tropas alienígenas em igualdade de força, agilidade, habilidade e acima de tudo, violência e ferocidade. Assim nasciam os Spartans, soldados evoluídos genética e tecnologicamente para dar um novo rumo à guerra que iria varrer a espécie humana do mapa se as coisas continuassem do jeito que estavam.

Cortana, a inteligência artificial criada pelos humanos acompanha Master Chief em toda a saga Halo e é responsável pelo sucesso de grande parte das missões.
Cortana, a inteligência artificial criada pelos humanos acompanha Master Chief em toda a saga Halo e é responsável pelo sucesso de grande parte das missões.

Mandados em missões suicidas com probabilidades mínimas de sobrevivência para humanos normais, os Spartans colocaram o Covenant em uma situação muito complicada a partir do combate no planeta Reach após o sucesso da fuga da nave Pillar of Autumn que levava Cortana e Master Chief em direção ao misterioso artefato adorado pelo Covenant, uma anel gigantesco com todo um ecossistema habitado orbitando um planeta e sua lua simplesmente chamado pelos humanos de Halo.

Nesse ponto começava a história do primeiro game da franquia que iria ser exemplo de sucesso para o mercado de games daquele ponto em diante.

Na pele do spartan Master Chief, o último de sua raça, os jogadores tinham que cumprir seu papel de guerreiro solitário cujo único objetivo era o de destruir o misterioso anel Halo, cuja existência ameaça não só a raça humana, mas o próprio Covenant que sequer desconfiava do real propósito do misterioso anel.

Cortana, a inteligência artificial criada pelos humanos acompanha Master Chief em toda a saga Halo e é responsável pelo sucesso de grande parte das missões.

Acompanhado da inteligência artificial Cortana, Master Chief e alguns poucos mariners sobreviventes da Pillar of Autumn partem em busca do centro de comando da gigantesca estrutura do anel para destruí-lo o mais rápido possível, pois o que o Covenant tem como objeto de adoração é na verdade uma arma de destruição em massa de nível galáctico, capaz de dizimar tudo que vive em um raio de anos-luz. Ou seja, se Halo for ativado como pretende o Covenant, tudo que vive na nossa galáxia será destruído em uma fração de segundos. E nisso reside o grande mistério do jogo: Por que existe o Halo e por que ele é uma arma de destruição tão poderosa?

Durante as muitas missões do game o jogador vai descobrindo as respostas para essas questões ao se deparar com a raça Flood, uma espécie de infestação coletiva de esporos muito similares a fungos ou a algum tipo de vírus de grandes proporções físicas que contaminam qualquer forma de vida orgânica para se expandir.

Os floods são o alvo do Halo que, ao eliminar toda vida num raio de ação galáctico, impede que os floods se reproduzam infestando outras raças.

master-chiefOs Covenant enquanto conglomerado de raças, adoram Halo como um objeto divino, os humanos querem destruí-lo para impedir outro genocídio galáctico que, desta vez, eliminaria nossa raça também.

No meio da confusão os Floods do Halo do primeiro jogo são liberados e começam a se expandir, ou seja, a bagunça está feita e a missão do jogador é parar tudo isso na pele do destemido Master Chief auxiliado pela IA humana chamada Cortana.

Com um premissa de filme de ficção científica, Halo: Combat Evolved trazia para tela um dos melhores, senão o melhor game FPS já feito para um console até então.

No comando do personagem principal o gamer poderia também utilizar diversos veículos para facilitar as missões. De tanques, jipes de guerra passando por veículos do Covenant, o jogador participava de batalhas variadas, ora de infiltração furtiva e rápida, ora em combates e tiroteios alucinantes com explosões para todo lado.

Auxiliado por Cortana, Master Chief vai desvendando inúmeros mistérios de um dos jogos mais aclamados de todos os tempos garantindo assim, ao final do primero game a certeza para o jogador de que a continuação em um Halo 2 era certeira, pois ao final de sua mais difícil missão, Master Chief descobre que há outros anéis Halo espalhados no vasto espaço desconhecido e que, muito provavelmente, há um anel enterrado nas entranhas do planeta Terra.

Sucesso de crítica e público desde o seu lançamento, Halo colocou o Xbox em uma posição confortável no mercado garantindo uma franquia de peso para a Microsoft ao conquistar vários prêmios de melhor game do ano. E esperta como sempre, a empresa de Bill Gates tratou logo de criar um universo expandido criando novos jogos além da linha principal com Master Chief pondo no mercado exelentes prelúdios ao primeiro game como o também aclamado Halo Reach que conta a batalha decisiva entre humanos e Convenat para permitir que a Pillar of Autumn decolasse.

Mas vamos com calma, isso é assunto para nosso outro texto a sair mais adiante, ok?

Halo Combat EvolvedHalo: Combat Evolved mudou o panorama da industria de games em 2001 e traçou um patamar cinematográfico para os games rivalizando com clássicos como o tão complexo e elaborado Half Life.

Também divisor de opiniões entre gamers do mundo todo, Halo normalmente é criticado por possuir uma enorme campanha de marketing em torno de cada lançamento da franquia, o que eu particularmente acho besteira por parte de quem critica a franquia, haja vista que jogos que só possuem hype e nada além disso dificilmente duram no mercado ou conseguem se manter com tantas continuações somente na base da enganação.

Verdade seja dita, Halo é um jogaço em qualquer uma de suas versões, chegou para ficar e é capaz de gerar até hoje situações de tirar o fôlego de qualquer jogador nos seus momentos decisivos como a frenética corrida de Master Chief para chegar aos portões da Pillar of Autumn após ativar a sequencia de destruição do Halo no primero game, ou então a magnífica sequencia final Lone Wolf (Lobo Solitário) de Halo Reach que é de tirar o fôlego.

Com detalhes mais explorados de seu universo expandido, Halo também ganhou espaço em outras mídias como os quadrinhos e as animações como o ótimo e elaboradíssimo Halo Legends que nos mostra outros soldados espartanos e suas atuações dentro da guerra intergaláctica a qual somos introduzidos em muitos pormenores.

Com a chegada da importante data de 15 de novembro de 2011, Halo completa sua década de vida dentro do imaginário de gamers no mundo todo e ganha sua uma edição comemorativa chamada Halo Anniversary, um remake do primeiro jogo com texturas em HD (high definition). Uma aquisição que, com certeza, não vai faltar na gameteca de muitos e muitos fãs ao redor do mundo… Parece que vem mais um recorde para a prateleira de Master Chif.

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É Designer de produtos e gráfico, desenhista nas horas vagas e aos trancos e barrancos um estudioso de Semiótica. Nutre estranhas fixações por processos narrativos experimentais e acredita que o mundo caminha para ser cada vez mais parecido com um Game

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